Rui Borges projeta o Bodo/Glimt x Sporting. Leões enfrentam fora de casa a equipa norueguesa nos oitavos de final da Champions League.
Rui Borges já fez a antevisão ao Bodo/Glimt x Sporting, jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Champions League. Em conferência de imprensa, o técnico dos leões começou por dizer que não foi surpreendido pela campanha do adversário:
«Para mim não é surpreendente. É só olhar para o Bodo nos últimos meses. Na época passada foram às meias da Liga Europa, este ano já bateu grandes equipas. Duas equipas com ambição enorme, um pouco diferentes na ideia. Duas equipas determinadas em marcar história, o seu nome, cada jogador também à procura disso. Na outra parte, cada um com as suas armas, mas duas grandes equipa».
Relativamente ao relvado, referiu que não poderá servir de desculpa:
«Felizmente têm acesso a qualquer tipo de botas e têm que estar preparados para a exigência. Não servirá de desculpa, mas é diferente do que jogar na relva. A bola salta mais. Há jogadores que prende mais, em termos de rotações. É totalmente diferente para quem está habituado, mas não pode servir de desculpa. O Bodo tem sido forte em casa e fora, sempre forte e competitivo».
De seguida, refletiu sobre a condição física do plantel do Sporting:
«Espero que a malta esteja bem. Já disse isso e não pode servir de desculpa, mas, por exemplo, em Braga sentiu-se alguma quebra em termos físicos gerais, mais num ou outro jogador. Quem está fora pode não estar atento, mas eu estou. Não servirá de desculpa para a exigência. Se perguntar a todos vão dizer todos que estão bem. Além do impacto do sintético e do adversário, vamos ter de estar atentos. Perceber quem está mais adaptado ou não, amanhã falarmos para percebermos qual será o melhor onze. História? Penso que o Sporting já fez história. Agora é continuar a sonhar, com os pés bem assentes na terra. É a duas mãos, mas é uma equipa já venceu em casa e fora grandes equipas. É uma equipa que, no seu contexto, tem muita posse, uma percentagem de 65 por cento. Não foi campeão, mas foi o melhor ataque e defesa. Na Champions, é a equipa que tem mais golos em ataque rápido. Dita bem a força do Bodo. Temos que estar preparados e perceber a exigência».
O treinador reforçou também que nenhum dos jogos é mais decisivo que o outro:
«Os dois jogos vão ser decisivos. O Bodo já fez grandes jogos em casa e fora, já ganhou a um Atlético Madrid por exemplo. Dita bem da sua qualidade. Não vai ser aqui decisivo nem em nossa casa, são as duas mãos. Em relação à almofada, é perceber algumas coisas entre hoje e amanhã. O Nuno e o Dani vieram há pouco tempo de lesões, é perceber o impacto que pode ter. Toda a outra malta vai ter que se adaptar e essa exigência vai ser determinante».
Não quis revelar quem ocupará a posição de lateral-esquerdo, mas descreveu a chave do jogo:
«A chave é a nossa capacidade de estarmos preparados para a exigência física dos 90 minutos. É uma equipa intensa, muito vertical. Temos de estar muito preparados e equilibrados. Como gostamos de ter bola, temos de estar lúcidos e rigorosos nos equilíbrios, visto que são fortes nas transições. Lateral esquerdo? Vamos ver. Se não jogar o Nuno, tenho de fazer uma adaptação… também pode ser o Moreira. Pode passar por aí».
Por fim, abordou a recuperação da forma de Nuno Santos e o adiamento do encontro com o Tondela:
«Adiar? Temos esse direito acima de tudo. Tivemos a oportunidade e fizemo-lo. Vínhamos de 3 jogos seguidos, vamos ter o jogo de amanhã. Jogos de exigência grande físico e mental e é importante dentro da exigência destes jogos na Champions. Se esse temos direito, é tirar proveito dele. Noutros momentos se calhar tínhamos, mas não podíamos adiar. Se calhar tínhamos adiado um ou outro jogo, não conseguimos. A equipa respira mais, treina mais. Nestes dias é só recuperar, treinar muito pouco. O Nuno vem de uma paragem muito longa, de uma lesão gravíssima. Naquilo que é a parte física, o Nuno ainda não é o Nuno. A parte técnica e tática está lá, é um jogador extraordinário. Percebe o que ele sente e acha. De fora também temos a perceção. Mesmo falando com o jogador, pode estar a passo mas diz que está bem. Não foi uma lesão normal e não podemos fugir disso. É um guerreiro. Se há alguém que podia passar por isto e voltar a ser o mesmo, esse jogador é ele».
