Em antevisão à segunda mão dos oitavos de final da Champions League entre Manchester City e Real Madrid, Bernardo Silva mostrou-se confiante na reviravolta.
Na segunda mão dos oitavos-de-final da Champions League, o Manchester City terá a difícil tarefa de desfazer a vantagem do Real Madrid, após a derrota por 3-0 em Espanha. Em antevisão ao encontro, Bernardo Silva mostrou-se confiante na reviravolta, referindo que, no futebol, tudo pode acontecer:
«Este desporto já nos ensinou que muitas coisas podem acontecer e, embora o resultado em Madrid tenha sido muito mau, lutaremos até final. Em casa, muitas coisas podem acontecer. Tentaremos criar o ambiente adequado».
O internacional português foi questionado sobre o histórico dos blancos em reviravoltas na Champions League, ao que respondeu:
«Precisamos de ter uma noite à Manchester City. Também já tivemos muitas dessas noites em que muitos não acreditavam em nós. O Real teve muitas noites memoráveis, sobretudo nos últimos anos, e nós queremos criar no estádio um ambiente de crença, impor o ritmo que queremos, não sofrer contra-ataques e marcar um golo. Com um golo, a atmosfera do estádio vai mudar».
Bernado Silva analisou ainda a exibição dos cityzens na primeira mão da eliminatória, destacando o impacto das emoções neste tipo de situações:
«Quando cheguei a casa estava muito frustrado, mas quis ver o jogo… não vi uma razão para perder por 0-3. Talvez pareça estúpido, mas não creio que a exibição tenha sido má. (…) Entram as emoções, parece que está tudo muito escuro e perdes a cabeça».
De seguida, falou sobre a dificuldade de recuperar psicologicamente de uma derrota de tal peso:
«Nunca é fácil, especialmente quando passou apenas uma semana. No momento, pensas que tudo é muito escuro, mas depois começa a clarear. Embora esta semana tenha sido má, sabemos do que esta equipa é capaz».
O médio de 31 anos refletiu também sobre o período de transição pelo qual o Manchester City está a passar:
«A resposta óbvia é que isto é uma transição. Quando ganhámos o triplete, se olharmos para essa equipa, restam apenas 4 ou 5 jogadores. É uma grande mudança. Há três anos, eu jogava com o Gundogan e o Kevin (De Bruyne), sabíamos o que cada um queria. Os novos rapazes precisam de tempo para se adaptar. Não há desculpas. Devíamos ter feito melhor».
Por fim, destacou a importância do avançado Erling Haaland, que pode vir a falhar o encontro da próxima terça-feira:
«Preferia ter o Erling em campo, com ele estás mais perto de marcar. Os grandes jogadores estão lá para estes momentos. (…) Disseram que o Madrid não tinha nenhuma hipótese sem ele (Kylian Mbappé), mas ganharam-nos por 3-0 sem o Mbappé, o Bellingham e o Rodrygo».

