Francesco Farioli em antevisão à visita a Braga: «Espero um jogo bastante semelhante aos jogos que fizemos frente ao Estugarda»

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Francesco Farioli marcou presença na conferência de imprensa de antevisão ao Braga x FC Porto da 27.ª jornada da Primeira Liga.

O Braga recebe o FC Porto às 20h30 do próximo domingo, num encontro da 27.ª jornada da Primeira Liga. Em antevisão à partida, Francesco Farioli começou por analisar o momento de forma dos gverreiros:

«Estão muito bem desde o início da época, desde a chegada do novo treinador. É uma equipa que tem estado muito bem no campeonato e na Liga Europa, com esse feito do top’8 e agora da qualificação para a próxima fase. É uma equipa que marca muitos golos, a equipa na Liga com maior posse de bola, são muito dominantes, agressivos… Espero um jogo bastante semelhante aos jogos que fizemos frente ao Estugarda, a maneira como se comportam é bastante clara, apesar de serem mais orientados para guardar a bola. Com toda a certeza que será um jogo aberto entre duas equipas que entrarão com o mesmo objetivo. Nós temos de recarregar baterias e jogar todas as cartas amanhã».

Relativamente às mudanças no boletim clínico dos dragões, o técnico referiu:

«Todos recuperaram bem. Hoje tivemos toda a equipa no treino, o único que ainda está a ser avaliado é o Diogo Costa devido a uma dor nas costas e alguma inflamação na perna. Vamos tomar a decisão no último momento antes do jogo para ver se estará confortável. Todos os outros estão disponíveis, sem contar, claro, com os lesionados mais prolongados e o Rodrigo Mora, que estará de fora entre 10 a 15 dias».

Abordou também as possíveis mudanças na equipa do Braga:

«Não sei quem vão colocar dentro do relvado e não posso controlar isso. Mas da nossa parte, temos a equipa pronta para competir a um bom nível e, dos 23 jogadores que estão prontos, vou escolher aqueles que acredito que vão aumentar a nossa chance. Isso é mais importante. O Sp. Braga vem de um jogo internacional e jogou um dia mais cedo do que nós, mas parece-me claro que será um jogo que vai exigir muito a nível físico. São uma equipa muito intensa e será também um jogo muito tático. Vai ser resolvido nos pequenos detalhes e na atenção total às pequenas coisas que podem mudar as dinâmicas».

Questionado sobre um possível regresso de Luuk de Jong na reta final da temporada, Francesco Farioli respondeu:

«Diria que é quase impossível. Nesta altura, é bom cairmos na realidade. O Luuk fez poucos jogos connosco e sentimos a falta dele desde o início de fevereiro. Nesta altura, no final de março, parece que o resto da equipa se deu bem com essa ausência, mas são ausências – juntamente com o Samu – pesadas. Falávamos do avançado número um e do número dois no início da época… Mas o coletivo conseguiu gerir isto de forma a não sentirmos tanto estas ausências. O Deniz [Gül] e o Terem [Moffi] começaram a ajudar-nos e ainda estamos em três competições que podemos vencer. Penso que isso diz muito acerca do trabalho que estes rapazes estão a fazer. Mas infelizmente, penso que vai ser complicado ver o Luuk no relvado antes do final da época».

Reagiu ainda ao facto do FC Porto ser o clube mais representado na seleção da Polónia:

«Estamos muito contentes pelas chamadas do Bednarek e do Kiwior, que estão habituados, mas também pela do Pietuszewski. Há uns dias recebi uma chamada de um responsável da seleção, que estava curioso para saber como é que o jogador estava a reagir a tudo. Espero que sejam bem-sucedidos».

Descreveu também o estilo de jogo do Braga:

«Posso pegar na conferência de imprensa que fiz antes do jogo com o Estugarda e quase copiá-la. A vontade deles é ter a bola e circular no meio-campo adversário. E combinando isso ao desejo que têm, à agressividade, ao envolvimento dos jogadores da frente, dos alas… São muito corajosos em todo o campo e é uma equipa que gosto muito pela forma como joga. E penso que amanhã teremos um jogo aberto entre duas equipas que colocarão em prática o seu futebol, claro que com pequenas diferenças. Podemos referir os adjetivos corajosos e destemido».

Com a lesão de Rodrigo Mora, o técnico falou sobre a evolução de Gabri Veiga e revelou que convocará um jogador da equipa B:

«A evolução do Gabri tem sido muito positiva. Depois da evolução que sofreu na Taça da Liga, progrediu bem. A lesão abrandou-o um bocadinho, mas penso que tem estado de volta. O seu impacto recente tem sido muito positivo e podemos voltar a todos os jogos em que esteve envolvido. Do meu lado, está muito claro o nível de apreciação que tenho por ele. Sem o Rodrigo, claro que teremos de fazer algo diferente. O Tiago Silva, do FC Porto B, vem connosco».

Sobre a possibilidade da visita a Braga ser a mais complicada até ao final da temporada, referiu:

«Consegue lembrar-me quantos jogos ainda faltam? E pontos? Essa é a resposta. Ainda faltam jogar 24 pontos. Claro que o Sp. Braga é um adversário fortíssimo, mas a corrida é longa. Vamos passo a passo. Amanhã poderá ser um passo importante, sim, mas não será decisivo».

Por fim, descreveu o adiamento do Sporting x Tondela como ‘tratamento especial’:

«Não se trata do FC Porto ser prejudicado, trata-se da Liga. Falamos de equipas que lutam pelo título e pela permanência. A semana passada fui muito educado e falei em ‘tratamento especial’, mas recebi muitas críticas, até com um comunicado do outro lado. Aqui falamos de factos. Em relação ao Sp. Braga, receberam o mesmo tratamento. Aqui trata-se de prioridade. A primeira é proteger as equipas que estão a jogar na Europa, e isso é importante para estas equipas portuguesas. O Sp. Braga descansou e isso é uma desvantagem para nós, mas não ouviram uma palavra do meu lado. Se o calendário está cheio e adiamos um jogo sem saber quando vai ser remarcado, é normal falar em tratamento especial. O exemplo da Premier League é totalmente diferente. Estamos a tentar justificar o injustificável. Talvez tenha chegado de paraquedas de outro país, mas há coisas muito claras. 15 minutos no VAR, ainda estamos à espera de justificação relativamente a um gesto que um jogador fez claramente em frente a uma câmara… Com o adiamento, as pessoas esquecem-se, esquecem-se e esquecem-se. E num campeonato onde tudo é tão apertado, onde é tão difícil conseguir a qualificação para a Europa e evitar a permanência, acho que estes detalhes podem determinar o resultado final. Para termos uma competição justa, penso que não estamos a ir nessa direção. Falar de ética não nos faz ser muito bons no que diz respeito à ética. Parece-me que toda a gente percebeu que as minhas palavras não estavam longe da realidade».

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