Francisco Neto revelou esta segunda-feira a lista de convocadas da Seleção Nacional Feminina. Fica com algumas das suas declarações em conferência de imprensa.
Francisco Neto falou à imprensa depois de ter anunciado a lista de convocadas para os próximos jogos da Seleção Nacional Feminina, referentes à qualificação para o Mundial 2027. Letónia e Eslováquia serão os adversários de Portugal e o selecionador nacional fez uma avaliação das duas equipas.
«O objetivo será sempre trabalhar e lutar pelos três pontos nos dois jogos. Não fica nada matematicamente fechado no final desta dupla jornada, se ganharmos os nossos dois jogos e a Finlândia também ganhar os dela, por isso temos de continuar sempre focados naquilo que falta desta fase de apuramento. Em relação a estes dois adversários, será um contexto completamente diferente. Nós, nas duas primeiras jornadas, jogámos em casa; agora vamos ter jogos fora», começou por dizer, antes de deixar um comentário sobre a Eslováquia e a Letónia:
«A Eslováquia, em casa, apresenta níveis competitivos superiores aos que apresenta fora. A Letónia, apesar de ser uma equipa de pote quatro, também tem qualidade e é preciso ter muito cuidado, porque fez uma dupla jornada fora e conseguiu marcar golos nos dois jogos. Foi mesmo altamente competitiva contra a Eslováquia e podia ter empatado, e contra a Finlândia também teve momentos em que tentou ter bola e pressionar mais alto. Agora vamos ver que abordagem terão contra nós em casa. As duas equipas, a jogar perante os seus adeptos, são sempre mais perigosas. Nós temos de manter a nossa identidade, o espírito e a seriedade do último estágio, e se assim for, as coisas ficam mais fáceis para o nosso lado».
Francisco Neto falou sobre a chamada de Bárbara Lopes, o olhar sobre Lúcia Alves e a situação de Telma Encarnação:
«Não é uma questão de substituir uma defesa por uma avançada. Nós queríamos mais uma jogadora — no último estágio trouxemos a Alicia das sub-23. A Bárbara é uma jogadora que nos pode ser opção numa linha de três [defesas], tem capacidade de ligar jogo por dentro, dá outra dimensão a uma estrutura diferente. Também pode jogar numa linha de quatro, por fora. A Lúcia, por exemplo, nós olhamos para ela como avançada, apesar de poder fazer a lateral. Em função da abordagem, pode jogar mais subida. Quanto à Telma Encarnação, teve uma paragem longa, está a recuperar o seu momento. Contamos com ela, mas queremos que esteja a 100 por cento. Quando estiver, estará mais próxima de voltar».
«Novas jogadoras? Esse é o nosso trabalho. Temos trazido várias jogadoras, criado condições para que possam entrar e afirmar-se. A Carolina Correia já começa a ter presença mais regular, a Andreia Bravo regressa, a Carolina Santiago também entra nesse lote. Queremos continuar por este caminho: dar oportunidades e criar condições para que a jogadora portuguesa possa mostrar o seu talento dentro de campo», também referiu Francisco Neto.
Francisco Neto aborda o crescimento dos clubes e observação de jogadoras:
«É prova de que há muito talento fora dos chamados grandes e também no estrangeiro. Enquanto equipa técnica, fazemos um trabalho de observação contínuo: todos os fins de semana vemos jogos, ao vivo e em vídeo. Todas as jogadoras portuguesas são observadas. Há muito bom trabalho a ser feito em vários clubes em Portugal. A final da Taça da Liga é um exemplo disso. E temos também a vantagem das seleções jovens, como as sub-19, que preparam jogadoras para chegar à seleção A. É nesta conjugação que a jogadora portuguesa vai crescendo – com jogos mais competitivos, uma liga mais forte – para termos jogadoras cada vez mais preparadas».

