José Faria falou com o Bola na Rede no Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza em Albufeira.
José Augusto Faria falou em exclusivo com o Bola na Rede, durante o Fórum da Associação Nacional de Treinadores 2026, que se realiza no Palácio de Congressos do Algarve. O treinador referiu que este tipo de eventos é importante:
«É sempre muito positivo. Esta tribo dos treinadores tem que agregar cada vez mais. Não há segredos aqui. Acho que é um grande evento marcado por grandes personalidades. É sempre enriquecedor, tem sido em crescendo todos os anos. Novamente mais de 1000 participantes novamente. Tenho que parabenizar o professor Henrique Calisto, que entrou com uma nova liderança, uma nove energia e liderança, isso é de salutar».
O técnico realçou que este fórum é interessante para os mais jovens:
«Desde ontem que tem sido muito interessante, ouvi com muita atenção o Nuno Espírito Santo, ouvi temas relacionados com o futebol feminino. Hoje ouvi aqui o Paulo Bento a falar de questões de futebol de formação… acho que é sempre muito enriquecedor. Nós costumamos dizer que os treinadores são uns ladrões de ideias. Eu faço muito isso, vejo os meus colegas e tento agregar um pouquinho, buscar um pouquinho a cada um e formar a minha ideia. O futebol não é uma ciência exata, é tudo muito subjetivo, é algo contínuo. Isto é um processo inacabado».
José Faria falou da Primeira Liga:
«O campeonato está bom. Os Três Grandes estão a um nível muito alto. Em termos pontuais temos o Benfica um pouco mais afastado, mas eu acho que do ponto de vista da qualidade temos um mister José Mourinho que é um obreiro. Abriu a porta para todos os outros treinadores. Por si só enriquece muito o campeonato. O Rui Borges está a fazer uma época histórica no Sporting, com um nível de jogo muito alto. O FC Porto trouxe o Farioli, trouxe uma ideia muito positiva. Acho que do ponto de vista do campeonato está tudo muito interessante. Está bom e quentinho. Acho que vamos ter campeonato até ao fim. Aliando a tudo isto, as equipas portuguesas estão bem nas provas europeias. O que devia ser evitável? Toda esta polémica que vai havendo à volta do futebol. Temos que tentar ter um futebol mais positivo e evitar polémicas. Focarmo-nos no que é o jogo dentro das quatro linhas, é assim que os jogos são ganhos. Temos que evitar o ruído».
O treinador elogiou Sidny Cabral:
«Houve efetivamente alguma surpresa. Sabíamos que ele tinha potencial. Lembro-me perfeitamente de ter falado com o Jovane quando ele estava na seleção e finalizámos a contratação. O Jovane dizia-me que ele era craque. Sabíamos que tínhamos potencial, mas havia sempre a dúvida em relação à adaptação, como ia ser, chegar a uma realidade completamente diferente. O facto de ele ter ascendência, ter aqui raízes, o facto de ser cabo-verdiano, poder falar a língua, vir para um clube como o Estrela que penso que nenhum clube português consegue adaptar o jogador africano… tudo acabou por ajudar. Não esperava que tão rapidamente atingisse o patamar que atingiu. Fico muito feliz por ele, o nosso campeonato é feito disto, descobrir jogadores com este potencial».
José Faria falou o desafio que é ser treinador do Farense:
«É um clube que está na Segunda Liga, mas é claramente de Primeira Liga. Um emblema histórico, com um apoio tremendo dos seus adeptos. Assumimos o Farense no último lugar, uma tarefa difícil, tentámos estabilizar para atingir os objetivos».

