Inês Pereira falou sobre vários temas em declarações à comunicação social. Seleção Nacional Feminina viaja este domingo para Riga.
Inês Pereira foi a porta-voz da Seleção Nacional Feminina A antes da viagem da comitiva de Portugal para Riga, onde enfrentará a Letónia em mais um jogo de qualificação para o Mundial 2027. O duelo está marcado para esta terça-feira pelas 18h00.
«Têm sido dias muito bons. Todas queremos mostrar que estamos num bom momento de forma e os treinos têm sido em crescendo. Vamos viajar hoje, sim – e é uma viagem um bocadinho dura -, mas contra a Letónia esperamos um jogo em que queremos dominá-lo, ter muita bola, ser muito fortes na reação à perda, que é algo que nos caracteriza, e depois fazer muitos golos. Estamos numa fase em que temos feito muitos golos e queremos continuar a fazê-lo», referiu Inês Pereira.
«Rotação na baliza portuguesa? Muito sinceramente, essa pergunta não me compete a mim responder, mas sim ao Selecionador. Eu trabalho sempre para jogar todos os jogos, depois cabe a ele decidir quem vai ser opção. O que posso afirmar é que estou a trabalhar para jogar. Tanto o faço quando está a Patrícia [Morais] como quando não está. E como disse, tanto a Sierra como a Rute têm muita qualidade e, se tiverem oportunidade, irão aproveitá-la da melhor forma possível para ajudar Portugal», também disse Inês Pereira.
Inês Pereira voltou a falar sobre a Letónia:
«Foi o que eu disse no início. Se estivermos ao nosso nível, como estivemos nos últimos dois jogos, a Letónia não irá criar grande perigo. Sabendo sempre respeitar o adversário, que jogará em sua casa, queremos continuar com balizas a zero e marcar muitos golos. Acho que estamos numa boa forma, a trabalhar bastante bem, e se jogarmos o nosso jogo vamos criar muitos problemas à Letónia».
Inês Pereira abordou a sua carreira:
«É verdade que desde que fui para Espanha, para uma equipa que não tinha tanto jogo ofensivo, acabámos por defender mais, e isso fez-me ganhar qualidades noutras áreas que não tinha tanto no Sporting CP ou no Servette, porque eram equipas com mais posse de bola. Mas, sinceramente, olho para as guarda-redes das outras seleções e sinto que Portugal também tem guarda-redes com bastante qualidade, muitas delas até melhores do que outras seleções».
Inês Pereira foca-se jogo a jogo na qualificação para o Mundial 2027:
«Penso que sim, que é possível, mas temos de pensar jogo a jogo. Não nos serve pensar já no Mundial se não fizermos o nosso trabalho agora. Mas toda a gente sabe que é um objetivo interno, tanto das jogadoras como do staff, chegarmos ao Mundial. Depois, chegando lá, veremos».
«Sim, acho que a segunda volta acaba por ser mais complicada, porque nós já conhecemos melhor as equipas e elas também nos conhecem melhor a nós. Acabam por fechar mais os espaços e perceber melhor a nossa forma de jogar. Mas mesmo jogando fora de Portugal, acho que temos capacidade e qualidade para vencer estes dois jogos», disse ainda.
Inês Pereira aborda ainda futuro:
«É uma situação que ainda está muito em aberto. Muito sinceramente, não estou preocupada. Estou feliz no Deportivo, mas se tiver de ir para Inglaterra, irei. Neste momento estou mais focada no presente, naquilo que tenho de fazer na Seleção e no que falta fazer no clube».



