O sentimento em torno do Nottingham x FC Porto era claro: esperava-se uma partida extremamente intensa, equilibrada e decidida nos detalhes. Havia a perceção de que o FC Porto teria pela frente um adversário difícil, capaz de discutir cada lance e de aproveitar qualquer erro. Ainda assim, existia confiança de que a equipa portista, pela qualidade demonstrada ao longo da época, conseguiria impor o seu jogo e lutar pela qualificação.
No entanto, este segundo jogo da eliminatória começou da pior forma para o FC Porto. O momento decisivo surgiu com a expulsão de Bednarek, um lance que acabou por condicionar profundamente toda a estratégia da equipa. Até esse momento, o Porto estava organizado, competitivo e dentro daquilo que se previa para uma partida desta exigência. Mas jogar com menos um jogador durante grande parte do encontro teve um impacto inevitável.


A partir daí, a equipa portista sentiu dificuldades. Baixou ligeiramente as linhas, perdeu algum controlo no meio-campo e permitiu que o adversário crescesse no jogo. Esse crescimento acabou por resultar no golo de Morgan Gibbs-White, que aproveitou a superioridade numérica para colocar a sua equipa em vantagem. Esse momento acentuou ainda mais o desequilíbrio e obrigou o Porto a correr atrás do prejuízo em condições complicadas.
Mesmo assim, é importante destacar a atitude da equipa. Apesar da inferioridade numérica, o Porto nunca deixou de lutar. Houve vários momentos em que conseguiu aproximar-se da baliza adversária, criar situações de perigo e mostrar que continuava vivo na eliminatória. Foi um jogo intenso do primeiro ao último minuto, com grande entrega, espírito competitivo e ambição.
Fica, inevitavelmente, a sensação de que o desfecho poderia ter sido diferente. Se o FC Porto tivesse conseguido um resultado mais favorável na primeira mão, poderia ter abordado este jogo de outra forma e, possivelmente, garantir a passagem às meias-finais, à semelhança do que fez o Braga. Esse “e se” acaba por marcar a análise final desta eliminatória.


Ainda assim, há que valorizar o percurso europeu do FC Porto. A equipa realizou uma campanha consistente, enfrentou adversários exigentes e demonstrou, em muitos momentos, futebol de elevada qualidade. No entanto, por estar a fazer uma grande época, esta eliminação acaba por saber a pouco. Existia uma expectativa legítima de que o Porto pudesse ir mais longe, até porque era visto como um dos favoritos à conquista da Liga Europa.
Em suma, foi uma eliminação marcada por um momento-chave – o cartão vermelho de Bednarek – mas também por uma atitude competitiva que merece reconhecimento, apesar do desfecho amargo.

