O FC Porto recebeu o Sporting na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Fica com os destaques do encontro.
Sporting empatou a zero na visita ao FC Porto, garantindo um bilhete para a final da Taça de Portugal, no Jamor, graças à vantagem que trazia da primeira mão. Estes foram os cinco elementos que mais se destacaram ao longo da partida.
Gabri Veiga: O médio espanhol foi peça importante do esquema de saída de bola do FC Porto, dando muitas dores de cabeça a Morten Hjulmand pela forma como variava entre o ataque à profundidade e os apoios frontais. Desta forma, os dragões foram capazes de criar maior espaço entre as linhas de pressão do Sporting, facilitando a construção pelo corredor central. Demonstrou ainda disciplina na marcação individual de Hjulmand. Acabou por ser substituído por Rodrigo Mora aos 71 minutos.
Geovany Quenda: No regresso ao onze inicial do Sporting, Quenda mostrou uma enorme disponibilidade física, que ainda não tinha sido capaz de atingir desde a lesão. O jovem extremo foi uma referência no ataque dos leões, aproveitando o salto na pressão de Alberto Costa com várias diagonais que condicionaram a pressão de Jan Bednarek. Na segunda parte, a sua presença não foi tão notória, devido à dificuldade da equipa de Rui Borges para sair de forma controlada. Aos 80 minutos de jogo, foi substituído por Pedro Gonçalves.
Jakub Kiwior: O polaco foi a surpresa no onze de Francesco Farioli, não pela sua presença, mas sim pelo alinhamento como defesa-esquerdo. Kiwior foi agressivo na pressão a Geny Catamo, mas teve algumas dificuldades para acompanhar a velocidade do moçambicano em transição. Com bola, surgiu em várias ocasiões num duplo pivô com Pablo Rosario, oferecendo aos dragões uma superioridade numérica na saída pelo corredor central. Para além disso, ofereceu ainda uma opção no último terço, variando entre sobreposições interiores e exteriores, dependendo do posicionamento de Gabri Veiga e Oskar Pietuszewski.
William Gomes: Como já tinha acontecido nos recentes embates com o Sporting, o extremo brasileiro voltou a ter um papel importante no FC Porto, seja com ou sem bola. No momento da pressão à saída de bola adversária, William Gomes esteve encarregado de condicionar o jogo dos leões para o lado direto, fechando a linha para Maxi Araújo na pressão a Inácio/Debast. No ataque, foi o elemento mais desequilibrador dos dragões, demonstrando a habitual irreverência pelo corredor direito no 1v1.
Pablo Rosario: A versatilidade do médio voltou a ser muito importante para a estratégia do FC Porto, inicialmente com uma marcação individual apertada a Francisco Trincão, caindo para a linha mais recuada dos dragões em bloco baixo. No momento ofensivo, foi capaz de combinar várias vezes com os interiores do FC Porto. O internacional dominicano passou, na segunda parte, para o eixo da defesa, onde foi capaz de aproveitar a falta de pressão aos centrais por parte do Sporting.



