Benfica silencia Sporting num dérbi épico e pinta Gondomar de encarnado

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A CRÓNICA: ENTRADA DEMOLIDORA, EXPULSÃO E SUPERAÇÃO ENCARNADA DITAM TAÇA DE PORTUGAL PARA AS ÁGUIAS

O Multiusos de Gondomar foi o palco perfeito para o melhor dérbi do mundo. Com lotação esgotada e um ambiente absolutamente ensurdecedor, SL Benfica e Sporting CP protagonizaram uma final de taça digna de Prova Rainha. A vitória sorriu para o Benfica que bateu o Sporting por 5-6.

A partida começou num ritmo vertiginoso. Aos três minutos, Carlos Monteiro abriu o marcador após assistência de Higor (0-1), levando a falange de adeptos benfiquistas à loucura. O Sporting respondeu, chegando a atirar ao poste por intermédio de Pauleta, mas o Benfica mostrava-se letal nos erros adversários. Numa recuperação a meio-campo, Kutchy arrancou com velocidade e fez o 0-2 com uma verdadeira bomba.

O Sporting reduziu por Rocha na recarga a uma defesa de Léo Gugiel (1-2), mas as águias continuavam letais: Jacaré ampliou para 1-3 de cabeça (após reposição lateral) e, já no minuto final da primeira parte, Zicky Té reduziu para 2-3 com uma finalização cheia de classe após segurar André Coelho.

Se a primeira parte foi frenética, a segunda foi de loucos. O Benfica entrou, novamente, de forma explosiva. Em três minutos, os encarnados dilataram para 2-5, com tentos de Lúcio Rocha (encostando ao segundo poste) e de Carlos Monteiro, que ganhou em velocidade ao seu marcador e bisou na partida. Os leões responderam quase de imediato por Diogo Santos (3-5) , mas Pany Varela fez o 3-6 na recarga de uma bola parada. Merlim viria a reduzir para 4-6 num livre direto logo de seguida.

O momento de maior tensão ocorreu na reta final. A equipa de Cassiano Klein atingiu o limite de faltas e Higor foi expulso, deixando o Benfica reduzido a quatro elementos. O Sporting dispôs de dois livres de 10 metros para relançar o jogo, mas Tomás Paçó esbarrou numa defesa de André Pereira e Bruno Pinto permitiu uma defesa estrondosa outra vez do guardião benfiquista, que acabara de entrar para a baliza encarnada.

A muralha defensiva do Benfica aguentou o período em inferioridade e segurou a vantagem. Já nos últimos segundos, contra o 5×4 sportinguista, os leões ainda reduziram para 5-6 por Bruno Pinto, mas a reação foi tardia e a festa encarnada estava confirmada em Gondomar.

A FIGURA:

Carlos Monteiro no Benfica x Sporting
Fonte: Duarte Rêgo/Bola na Rede

Carlos Monteiro (SL Benfica): Foi o abre-latas do Benfica neste dérbi. Inaugurou o marcador logo aos 3 minutos e, a abrir a segunda parte, bisou numa jogada tremenda em que exibiu uma impressionante velocidade, ultrapassando o seu marcador direto. Foi fundamental no ímpeto ofensivo e na vantagem confortável que os encarnados souberam construir.

O FORA DE JOGO:

Bernardo Paçó Sporting
Fonte: Rui Pereira/Bola na Rede

Bernardo Paçó (Sporting CP): Numa partida de alto rendimento e onde a sua equipa consentiu seis golos, o guarda-redes leonino sentiu dificuldades perante a eficácia mortífera do ataque encarnado na primeira metade e no arranque do segundo tempo. Não conseguiu impor a solidez necessária e acabou preterido em fases cruciais da partida para a aposta no guarda-redes avançado.

ANÁLISE SPORTING CP

A turma de Nuno Dias acusou a entrada demolidora do Benfica nas duas partes. Apesar da tradicional resiliência e de ter chegado ao golo por Rocha, Zicky, Diogo Santos, Merlim e Bruno Pinto, a equipa cometeu alguns erros defensivos atípicos na primeira fase de construção que foram cobrados de forma letal pelos encarnados. Além disso, o desperdício dos dois livres de 10 metros e o não aproveitamento da superioridade numérica de dois minutos acabaram por ser o “canto do cisne” das aspirações leoninas para revalidar o troféu.

5 Inicial do Sporting CP: Bernardo Paçó (GR), Tomás Paçó, Wesley, Alex Merlim e Rocha.

ANÁLISE SL BENFICA

As águias entraram “com a faca nos dentes”. A transição rápida e a pressão provocaram o erro e ditaram a construção da vantagem inicial. Após chegarem aos 2-5, a equipa sofreu defensivamente com o risco leonino, mas revelou um espírito de sacrifício tremendo. O momento de ouro foi a resistência heroica de mais de dois minutos com apenas quatro jogadores em campo, impulsionada por defesas cruciais de Léo Gugiel e, especialmente, de André Pereira. Uma demonstração de superação que valeu mais uma Taça de Portugal para o museu Cosme Damião.

5 Inicial do SL Benfica: Léo Gugiel (GR), André Coelho, Higor, Kutchy e Carlos Monteiro.

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