Luís Pinto, ex-treinador do Vitória SC, falou sobre a saída do comando técnico dois meses depois de conquistar a Taça da Liga.
Luís Pinto quebrou o silêncio sobre a sua saída do Vitória SC, ocorrida em março, apenas dois meses depois de ter conduzido o clube à conquista da Taça da Liga. Em entrevista ao zerozero, o treinador explicou que não guarda mágoa da direção liderada por António Miguel Cardoso, mas admite que o processo foi injusto:
«Mágoa não existe, nem na altura existiu. Um sentimento de justiça ou injustiça já é diferente. Claramente que senti que foi uma injustiça enorme. Sempre defendi um projeto. Nunca ninguém me viu a colocar em causa as contratações e as saídas, porque acreditava no projeto. Ao acreditar tanto nisso, todas as minhas decisões passavam pelo futuro do clube e valorizar jogadores. Todas, inclusive a utilização da equipa B era muito nessa perspetiva. Cheguei a tomar decisões para conseguirmos valorizar mais a equipa B porque era importante que conseguisse logo a manutenção, através da presença na fase de subida», lembrou.
O técnico recordou ainda o momento da rutura como particularmente difícil, apontando falta de apoio num período mais delicado da temporada:
«O que senti é que sempre defendi o projeto e num momento de maior fragilidade da minha parte, não houve suporte nenhum. Senti injustiça ainda para mais quando já tínhamos conquistado um título, que era o terceiro do clube e o único que esta direção tinha. Aí, admito que o sentimento de injustiça foi grande, mas não valia a pena ficar muito tempo preso a esse sentimento porque é futebol», concluiu.
Ao comando dos «Conquistadores», Luís Pinto somou 14 vitórias e 12 derrotas em 31 jogos, além de conquistar uma Taça da Liga ao serviço do clube.

