Gabri Veiga concedeu uma entrevista onde recordou Jorge Costa e o seu impacto no FC Porto.
Gabri Veiga deu uma entrevista ao jornal O Jogo, onde abordou vários temas relacionados com o FC Porto. O médio espanhol começou por recordar Jorge Costa e o impacto que teve no clube:
«Acho que não era necessário viver muito tempo com ele para perceber a magnitude que tinha cá dentro. Tive a sorte de visitar o museu com ele; aliás, a minha chegada aqui foi sempre com ele. À parte da lenda do futebol, do que fez em campo pelo FC Porto e pela Seleção Nacional e de tudo o que representava como jogador, era o respeito que aqui dentro se via por ele. Foi algo que me deixou assombrado, porque esse respeito tinha de ter sido ganho de alguma forma. Não tive o prazer de estar com ele como outras pessoas do clube, mas, desde o primeiro momento, foi alguém que estava pronto para ajudar, com um sorriso, sempre a tranquilizar. Foi algo duro ver o presidente e as pessoas que estavam aqui com esses sentimentos … Foi duro de gerir. Não tanto pelo tempo que passei com ele, mas pelo que ele representava cá dentro. Deixou um vazio enorme, mas, afortunadamente, este título também vai para ele».
Gabri Veiga recordou também os dias após o falecimento de Jorge Costa e o impacto na equipa:
«Sim. A escassos dias de começar uma época tão esperançosa, que parecia que ia correr tudo de uma maneira diferente do ano anterior, foi como… um empurrão para baixo no início. Ficámos todos em choque, com uma tristeza incrível, foram dias… o funeral… muito difíceis. Mas é vida, e a melhor forma que tínhamos de o representar no campo era ir, pelo Jorge, até ao título. Tínhamos o slogan no balneário, muita gente não o viu, mas era o nosso slogan sempre que saíamos antes de jogar, de ganhar por ele. Foi algo que marcou a época e, felizmente, pudemos ganhar esse título».

