Samu lamentou a sua ausência na reta final da temporada do FC Porto devido à lesão, destacando o apoio familiar e religioso.
Afastado dos relvados desde fevereiro devido a uma grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, Samu Aghehowa não escondeu a frustração por falhar a reta final da época do FC Porto.
«Tem sido complicado. A nível mental tem sido muito duro não poder fazer nada. Vivo para o futebol e não poder ajudar os meus companheiros, estar com eles e junto da equipa tem sido complicado», afirmou o ponta de lança, de 22 anos, em entrevista à agência que o representa, a ROOF Football.
O internacional espanhol, que mesmo com a lesão terminou a época como o melhor marcador dos dragões (20 golos em 32 partidas), revelou a dor de ter de ser apenas espetador.
«Quando vou ao relvado e vejo-os treinar, isso mata-me por dentro. Eles jogam e eu não posso jogar, é uma sensação horrível», confessou à ROOF Football, garantindo de seguida estar totalmente focado na recuperação:
«Estou a trabalhar todos os dias arduamente para que possa livrar-me dessa sensação o mais rapidamente possível».
Com o regresso à competição apontado apenas para setembro, um cenário que o obriga a falhar o Mundial 2026, Samu explicou que a religião, a família e os amigos têm sido o seu principal amparo nesta travessia no deserto.
«A família da minha mãe incutiu-me a religião desde pequeno e desde então que criei uma relação muito forte com Deus. Dá-me força no dia a dia para continuar a esforçar-me. Levanto-me todos os dias e tenho o privilégio de cumprir o meu sonho. Devo-lhe tudo», rematou o atacante em declarações à ROOF Football.

