Roberto Martínez fala da renovação e explica ausências de Paulinho e Ricardo Horta do Mundial 2026: «A decisão é estratégica»

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O selecionador Roberto Martínez justificou as ausências de Paulinho e Ricardo Horta do Mundial com base na concorrência e escolhas puramente estratégicas.

Roberto Martínez, selecionador nacional, justificou a ausência de Paulinho da convocatória de Portugal para o Mundial de 2026 com base num critério estritamente tático. Em entrevista ao Record, o técnico espanhol abordou o tema da  renovação do contrato, mas admitiu não ser o momento ideal para falar do assunto. Sublinhou que Paulinho tem qualidade para integrar as opções, mas esbarra na concorrência de jogadores com a mesma identidade posicional.

«O Paulinho merece, dentro da posição de nove, estar na Seleção, mas só se não estiverem o Cristiano ou o Gonçalo Ramos. Se houver uma lesão do Cristiano ou do Gonçalo, o jogador a entrar é o Paulinho», explicou Roberto Martínez, frisando que a vaga de terceiro atacante exige uma mobilidade diferente, atualmente preenchida por Gonçalo Guedes.

A metodologia da equipa técnica lusa assenta na definição rigorosa das características do plantel, o que inviabiliza a troca direta entre peças de estilo distinto. Questionado sobre quem chamaria em caso de infortúnio de Gonçalo Guedes, o timoneiro luso voltou a descartar o goleador a atuar no campeonato do México.

«Não. É um perfil diferente. O perfil do Gonçalo Guedes nesta convocatória é do Afonso Moreira», revelou o treinador, garantindo de seguida que a gestão do grupo dita estas escolhas:

«A decisão é estratégica. Se temos três pontas de lança, perdemos opções noutras áreas».

Na mesma ocasião, Roberto Martínez abordou também as fortes críticas tecidas por António Salvador, presidente do SC Braga, devido à exclusão de Ricardo Horta. O selecionador desvalorizou a polémica, admitindo ser «uma decisão difícil não ter o capitão do Braga nos eleitos, mas lembrou a feroz oposição no setor para justificar a chamada de outros nomes. O Ricardo Horta não entra porque entram o João Félix, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes e o Trincão. As decisões não são fáceis nem populares», rematou o selecionador nacional nas suas declarações, assegurando que o avançado arsenalista continua a fazer parte do espaço da Seleção.

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