Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português falou na ida para o Estrela da Amadora.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português recordou processo que o fez rumar ao Estrela da Amadora, em 2024, e admitiu que foi um erro.
«Não gosto de dizer isso, mas acho que o Estrela da Amadora foi um erro. Foi um erro porque pela primeira vez tomei uma decisão de coração. Não foi cerebral. Eu tinha uma proposta muito, muito, muito boa para ir para o Petro de Luanda. Mas quando digo muito boa, muito boa mesmo».
«Ofereceram-me um contrato fabuloso porque queriam ser campeões africanos. O meu empresário disse-me que havia o Estrela da Amadora, e eu próprio tinha também uma proposta da Segunda Liga, a ganhar muito mais dinheiro do que fui ganhar para o Estrela da Amadora. Assim que ele me falou que havia a possibilidade de ir para o Estrela da Amadora, eu não discuti o meu contrato. Eu só discuti o contrato dos adjuntos. O dinheiro que o presidente do Estrela me ofereceu foi o dinheiro que eu aceitei. Foi muito rápido. E contra a vontade da minha mulher e da minha família, que nunca quiseram que eu fosse para o Estrela».
«Não tem a ver com o Petro, tem a ver com ser o Estrela. Sabiam que eu já sou um fanático de exigências, que sou, apesar de não o parecer. Cobro muito, principalmente a mim, e muito mais cobrei no Estrela. Agora, olhando para o que eu fiz no Estrela, acho que deixei algumas coisas positivas e espero ter deixado. A entrada do Sr. Paulo Moreira como diretor de scouting, salvo erro, uma pessoa que eu conheço o passado, foi uma das coisas que eu deixei, bem como algumas ideias que o Estrela deveria melhorar. Depois acho que também tive algumas coisas interessantes. Ter lançado o Tiago Gabriel, que depois no mercado de inverno deu dinheiro ao Estrela. O próprio Danilo [Veiga] também, que já tinha estado aqui no Felgueiras e Gil Vicente, estava na Croácia e foi também vendido, infelizmente».
Lê a entrevista de Filipe Martins na íntegra.

