Luís Freire destacou o compromisso e a evolução da Seleção nacional sub-21 após a goleada por 4-0 frente à Irlanda do Norte.
Luís Freire, selecionador nacional de Portugal sub-21, mostrou-se satisfeito com o desempenho da equipa das quinas, após a goleada por 4-0 frente à Irlanda do Norte. Depois do particular disputado no Estoril, o treinador fez um balanço muito positivo do estágio de junho.
«Superámos bem os desafios que tivemos pela frente neste estágio. Quero, principalmente, enaltecer o compromisso dos jogadores. Realizar um estágio em junho, depois de uma época tão pesada para muitos deles, não é fácil. Continuamos a observar e a dar oportunidades a vários atletas, e este período foi muito importante para formar e consolidar o grupo», referiu ao Canal 11.
O selecionador destacou ainda a qualidade exibida na partida e a consistência da equipa ao longo da época.
«Foi uma época perto da perfeição. Temos sido muito competentes na qualificação: estamos em primeiro lugar, temos o melhor ataque e a melhor defesa. Abordámos este jogo de forma muito séria e comprometida. Fizemos uma excelente primeira parte, com muitas oportunidades, muita pressão e grande rigor defensivo. Com esta atitude e o compromisso de todos conseguimos atingir o objetivo de ser “só um Portugal”. Na parte final conseguimos ser mais eficazes e o 4-0 é inteiramente justo».
Já sobre o trabalho de preparação para o Europeu, Luís Freire explicou a abordagem do estágio e a importância das experiências realizadas.
«Esta fase tem de servir para testar, dar oportunidades e formar o grupo. Fizemos testes, estreias e experiências importantes. Quero dar os parabéns a quem se estreou e agradecer ao público pelo apoio. Deixa-me muito feliz a campanha que estamos a fazer neste ano de Sub-21. Agora é altura de descansar um pouco, porque por esta altura, no próximo ano, queremos estar no Europeu a competir para dar vitórias aos portugueses. Toda a gente deseja que estas gerações jovens consigam ganhar títulos por Portugal”.», acrescentou.
Por fim, abordou as opções táticas e a utilização de diferentes perfis na frente de ataque.
«A intenção era testar alternativas. A Irlanda do Norte jogou muito baixa e isso condicionou o Afonso Moreira, mais móvel, ao contrário do Chermiti, mais posicional. Temos de encontrar soluções diferentes e fico muito satisfeito com a resposta dos jogadores e com o compromisso demonstrado», concluiu Luís Freire.

