As 3 razões para o sucesso de Cabo Verde e o ataque mais icónico em competição – Diário do Mundial 2026 #11

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A posse de bola da Roja | Espanha 4-0 Arábia Saudita

Lamine Yamal Mikel Oyarzabal Espanha Jogadores
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

As frases fortes estão para o futebol como um abutre está para os ares da savana. Nem sempre quer sangue, mas quanto mais houver mais prolifera na sua tarefa. O empate da Espanha contra Cabo Verde, o mais surpreendente dos resultados da primeira jornada do Mundial 2026, trouxe consigo um pouco de tudo. A seleção africana de Bubista, Vozinha e companhia foi o maior destaque em Portugal, mas aqui ao lado, a imprensa espanhola fez um funeral antecipado à seleção.

Entre todas as dúvidas que o empate, e bem, levantou, desde logo ao papel dos extremos, à importância do envolvimento dos laterais no ponto de vista ofensivo, ao raio de ação de Mikel Oyarzabal ou à quantidade de ações criativas dos médios, houve uma que ganhou volume e repercussão. Para que serve a posse de bola se não há golos? A matriz espanhola, que permitiu à Roja conquistar três Europeus e um Mundial nos últimos 20 anos, alicerçando todo o trabalho feito na formação dos clubes e uma matriz de jogo comum ao futebol espanhol é, de tempos a tempos, contestada.

Se o processo de reflexão é positivo, permitindo o crescimento constante e reduzindo o risco de estagnação, a tentativa de romper com força as bases de uma identidade cultural são, por si só, um risco a tudo o que foi construído. E a segunda jornada foi a prova disso. A goleada à Arábia Saudita será vista entre algo normal e algo capaz de aliviar. Mais do que isso, é a prova número 746 de que o problema da posse de bola e do seu rendilhar não se mete nas intenções, mas no objetivo. A posse de bola é apenas um meio e não um fim. E foi isso que aconteceu na segunda jornada, ao contrário da primeira.

Lamine Yamal Espanha
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

Luis de la Fuente olhou para o banco e chamou Pedro Porro, Dani Olmo, Álex Baena e Lamine Yamal ao jogo. Todos eles foram importantes para desmontar a Arábia Saudita, por mais que os erros tenham tornado essa uma tarefa demasiado fácil para se quererem retirar conclusões precipitadas. A entrada de Lamine Yamal é quase revolucionária. O extremo nem foi fantástico, mas a forma como concentra atenções dos adversários e se torna numa ameaça constante permite dar à posse de bola uma sensação constante de perigo. Por mais que Marcos Llorente seja uma garantia constante de energia, a qualidade de Pedro Porro com bola no pé permite à Espanha aproximações mais perigosas e senso nos cruzamentos que, pela constituição física da equipa, terão sempre de ser baseados na qualidade e menos na qualidade. No meio-campo, Dani Olmo é um perfil diferente de Fabián Ruiz. Quando tudo funcionada de forma oleada, o médio do PSG é fundamental pela capacidade de chegada à área. Quando é preciso algo mais, o jogador do Barcelona aparece. Faz-se valer pela batida na bola e pela forma como descobre caminhos na área. Por fim, e não havendo Nico Williams no nível ideal, o encaixe de Álex Baena na esquerda é muito mais natural que o de Gavi. Titular diante dos sauditas, o médio oferece mais capacidade para se infilitrar por dentro, atacar espaços e causar desconforto nos defesas, abrindo caminhos para as chegadas de Marc Cucurella, a desequilibrar por fora, e para o raio de ação de Mikel Oyarzabal.

Contra Cabo Verde, o avançado não tocou na bola uma única vez nos primeiros 30 minutos. Contra a Arábia Saudita, somou dois golos, o mais rápido bis de um espanhol no Mundial, e uma assistência neste mesmo período. Se a qualidade do jogador é a mesma, o encaixe coletivo foi diferente. De um lado, Lamine Yamal concentrou atenções e abriu espaços. Do outro, Álex Baena apareceu por dentro, deixando livre o espaço para o avançado espanhol atacar, num movimento contrário. Depois, a Arábia Saudita, que sofreu cedo, tentou subir linhas na pressão e desorganizou-se. Estava criado o contexto para Oyarzabal, que continua a ser um avançado de ligação e apoios, mas é cada vez mais um jogador de ruturas e diagonais curtas, aparecer e brilhar. 

Em sentido contrário, a Arábia Saudita deixou para trás a organização da primeira jornada e tentou contrariar o poderio ofensivo espanhol com mais um defesa. Não só não ganhou capacidade de ocupar a área, como perdeu alguma robustez no meio, dando à Espanha esse espaço nas costas dos médios. Depois de sofrer o golo cedo, tentou lançar-se numa pressão sem regras que abriu o caminho à goleada. Num jogo sem história, Firas Al-Buraikan voltou a mostrar argumentos. Pode funcionar como extremo ou como avançado a solo, dando soluções nos corredores, no espaço ou baixando em apoio. Uma mais-valia que de nada valeu para os sauditas, que deixam uma mensagem bem menos limpa do que a estreia tinha evidenciado. 

Anjinhos Vermelhos | Bélgica 0-0 Irão

Leandro Trossard Bélgica Saleh Hardani Irão
Fonte: Federação Belga de Futebol

Quando foram sorteados os grupos, nenhuma seleção esboçou um sorriso tão aberto como a Bélgica. O Egito, o Irão e a Nova Zelândia eram um vislumbre de felicidade quase certa para os Diabos Vermelhos. Diabos no bom sentido da palavra, como uma seleção com sangue nos olhos e uma vontade desmedida de honrar a geração de oura, que se despede, definitivamente, neste Mundial.

No entanto, nenhuma seleção tem desiludido tanto, no grupo das favoritas ou, pelo menos, das seleções com maior estatuto, como a Bélgica. Partindo com favoritismo claro em cada jogo do grupo, a equipa de Rudi García não foi capaz nem de vencer nem, sequer, de ser superior a qualquer uma das seleções com quem já mediu forças. Por maior que seja o respeito a Egito e Irão, seleções organizadas e capazes de competir, a diferença individual é tão gritante que obrigava os Diabos Vermelhos a fazer muito melhor. Mas os Diabos têm sido muito Anjinhos.

Desta feita, nem se pode apontar muito às escolhas de Rudi Garcia, que respeitou o campo e lançou os melhores jogadores de início. Maxim De Cuyper era uma obrigatoriedade no lado esquerdo da defesa, Nicolas Raskin foi oferecer mais organização ao jogo e liberdade a Youri Tielemans e Romelu Lukaku deu a capacidade física e ameaça no espaço que, principalmente sem Doku, a Bélgica precisava. Nada foi suficiente.

Aliza Beiranvand Irão
Fonte: FIFA

É evidente que a geração belga não é perfeita, mas a questão da qualidade individual não pode ser colocada em cima da mesa neste contexto. Há um défice de criatividade coletiva e uma dificuldade enorme da Bélgica para se impor perante adversários que se organizem defensivamente e sejam capazes de retirar espaço. É uma seleção de zero garantias e, contra o Irão, foi Thibaut Courtois o grande destaque. Diz muito sobre a seleção europeia que está longe de ter, sequer, o apuramento consumado. Nem cria situações no ataque, nem oferece provas de solidez defensiva coletiva. A expulsão de Nathan Ngoy é elucidativa. 

Alheio a tudo isto, o Irão está a fazer, dentro das circunstâncias impossíveis de esquecer, um Mundial 2026 de bom nível. Tem uma seleção individualmente inferior às últimas, com jogadores envelhecidos e dificuldades para fazer o rejuvenescimento natural, questões políticas tiraram Serdar Azmoun do grupo e uma das missões logísticas mais delicadas da competição. Não deixa de ser, no mínimo, irónico que a seleção iraniana esteja a ser destaque em solo estadunidense.

Até aos 70 minutos, quando a vantagem numérica mudou o cenário do jogo, foi uma exibição plena de solidez defensiva da formação iraniana. Não mudou o 4-4-2 base, mas como já tem sido feito, assumiu sem grandes problemas uma linha de cinco ou de seis no momento defensivo. A aposta de laterais para funcionar como alas, quer Ehsan Hajsafi quer Ramin Rezaeian, incentivou esta procura e a presença de Mohammad Mohebi nas costas de Mehdi Taremi, mas muitas vezes fechando à esquerda, ditou o propósito. Foi muito pouco o que o Irão permitiu e, quando algo falhou, apareceu Alireza Beiranvand. Já é dono da defesa do Mundial. Depois, na frente, enquanto houver Mehdi Taremi haverá estrada para a seleção iraniana andar. Mesmo a solo, sem um avançado de força física e duelos para enquadrar a bola direta, foi capaz de garantir saídas. Exibição guerreira e em esforço físico durante grande parte do tempo. É a referência espiritual de toda uma nação. 

A sensação Cabo Verde | Uruguai 2-2 Cabo Verde

Cabo Verde Jogadores
Fonte: Federação Cabo-Verdiana de Futebol

Cabo Verde já não é uma revelação do Mundial 2026, mas uma sensação. Depois de empatar com a Espanha por 0-0, os Tubarões Azuis empataram por 2-2 contra o Uruguai, outra seleção já campeã do mundo e, claramente, favorita à vitória no Grupo. Se um empate poderia ser ocasional e obra do acaso – e não foi – dois empates são prova de muita competência. E o jogo caboverdiano é, acima de tudo e novamente, muito competente. Em três momentos distintos. 

Primeiro, a base defensiva de Cabo Verde é muito sólida. Desta vez, não foi preciso uma exibição heróica de Vozinha para os Tubarões Azuis se fazerem valer. Excetuando o final da primeira parte, com dois golos que começaram a ser construídos contracorrente, a seleção africana permitiu muito pouco ao Uruguai. Além dos defesas centrais, com nova exibição de destaque de Diney Borges e Pico Lopes, também Steven Moreira, vencendo duelos à direita, foi esteio na linha defensiva. O 4-1-4-1 cabo-verdiano tem em Kevin Pina um importante gestor de espaços, capaz de impedir inferioridades, e permite ainda a ocupação dos corredores, com os extremos muito solidários na participação defensiva. 

Em comparação com a Espanha, fica também uma exibição de maior capacidade ofensiva. Essencialmente, Cabo Verde conseguiu jogar, mais do que sobreviver. Há personalidade na seleção africana e capacidade para procurar chamar a pressão adversária e tentar desencadear o jogo por duas vias distintas. A primeira, mais direta, com Gilson Benchimol em campo para dar essa possibilidade de atacar a profundidade. A segunda, mais pensada, partindo da capacidade dos dois interiores (Jamiro Monteiro e Telmo Arcanjo) pensaram o jogo e ligarem setores. Especialmente relevante a exibição do jogador do Vitória SC, na seleção mais médio. Esconde a bola e galga metros na condução, entrando no último terço para definir. Se havia alguém a reduzir Cabo Verde à vontade de defender, já não há argumentos.

Sidny Cabral Cabo Verde Agustín Cannobio Uruguai
Fonte: Federação Cabo-Verdiana de Futebol

Por fim, Bubista soube sempre ler o jogo a partir do banco. Já tinha ficado evidente contra a Espanha e agora, diante do Uruguai, com influência direta no resultado. Em desvantagem, o treinador cabo-verdiano trocou as características na frente. Nuno da Costa entrou para permitir um jogo diferente, com mais capacidade de receber bolas diretas e jogar com a equipa, mais do que atacar espaços. À esquerda, o bom jogo de Garry Rodrigues – tal como Ryan Mendes, é um jogador capaz de dar continuidade aos lances e de se destacar do ponto de vista técnico – não impediu o treinador de apostar na velocidade e energia de Hélio Varela. Por muito que o Uruguai tenha feito tudo mal, dos passes a queimar à loucura de Fernando Muslera fora da baliza, não fosse a esperteza de Hélio Varela em pressionar o que estava a dar errado, e não teria havido golo. Também fica na conta de Bubista.

Para lá dos méritos de Cabo Verdes, a ser exaltados e nunca minimizados, o Uruguai está nos cuidados paliativos, à procura de um milagre. A geração uruguaia está longe de ser a melhor da história e a lesão de Arrascaeta retira grande parte da capacidade criativa da seleção, mas há muito pouco a retirar da Celeste. Está num estado mórbido, como o ancião da aldeia respeitado por toda a população, mas a quem já todos ignoram as palavras disparatadas. Salva-se o impacto de Maxi Araújo que, não sendo suficiente para camuflar todos os problemas, vai resgatando o Uruguai. Joga como extremo, com mais presença fixa e menos chegada de trás para a frente, e nos três golos uruguaios neste Mundial, marcou dois e deu uma assistência. Há dias em que os números explicam tudo.

Para lá do sportinguista, os problemas começam noutro jogador do Sporting, tendo Rodrigo Zalazar zero culpas nisso. É certo que Arrascaeta, em condições normais, seria titular e indiscutível na equipa. No entanto, sem ele, Marcelo Bielsa teria de encontrar soluções. Nicolás de la Cruz já somou minutos, mas sempre como suplente de recurso e no fim da fila e Rodrigo Zalazar ainda não deixou o banco. Por muito que, historicamente, a raça e a capacidade de bater (literalmente e não só) sejam identificativos da alma uruguaia, foram sempre complementados por qualquer coisa. Sem esse acrescento a mais, torna-se complicado. A ausência criativa é a ponta de um icebergue de dúvidas levantadas e confirmadas como sintomas de um problema no Uruguai. Fernando Muslera nunca foi um guarda-redes confiável pela regularidade e, aos 40 anos, as lacunas estão evidentes; sem Ronald Araújo e José Maria Giménez, a capacidade de defesa da área e cobertura da profundidade surge afetada; o meio-campo tem força física e brutalidade, mas não há capacidade para organizar e gerir o jogo nem de definir no último terço; acumulam-se jogadores banais nos corredores; e não há uma referência goleadora. Luis Suárez sofreu na bancada, depois de não ser convocado por Marcelo Bielsa. Federico Viñas, protagonista de um dos momentos menos bonitos no Mundial, quando desistiu de ajudar Telmo Arcanjo para atacar uma bola (no lance que viria a dar o primeiro golo) é jogador para responder a cruzamentos e pouco mais e Darwin Núñez, a grande esperança para atacar espaços e responder a situaçoes de cruzamento, está praticamente parado desde janeiro. Entre todas as dúvidas de Marcelo Bielsa, ele que sempre foi um Loco genial, não tem conseguido espremer um limão com pouco sumo. Ou o Uruguai ganha à Espanha ou correrá sérios riscos de ser eliminado numa fase de grupos que apura oito dos 12 melhores terceiros lugares.

Despertar a tempo de fazer história | Nova Zelândia 1-3 Egito

Mohamed Salah Egito
Fonte: Federação Egípcia de Futebol

É conhecido o impacto do Nilo na geografia e na prosperidade do Egito, tornando terras áridas em terrenos verdejantes, propícios à agricultura e à criação de comunidades. Foi este recurso natural a base de uma das maiores civilizações da história, cujo legado, entre Pirâmides e hieróglifos, inspira todo o país. Por alguma razão, a equipa de futebol egípcia é comumente conhecida e apelidada como a dos Faraós, cuja crença dizia serem deuses na terra.

Será uma heresia dizer que Mohamed Hany, Hamdy Fathy ou Emam Ashour alcançam este patamar ou podem, sequer, ser cogitados a essa designação. Só Mohamed Salah, dentro de todo o caráter místico que tem, se aproximará de uma divindade ou algo parecido nas terras egípcias. Ainda assim, em 2026, o Egito estará nos 16 avos de final do Mundial 2026, ultrapassará a fase de grupos e fará a melhor campanha do clube na história da competição. A garantia ainda não é matemática, mas o cenário de tal não acontecer é o mesmo de o Nilo amanhã acordar sem água. E, se o Nilo secar, toda a prosperidade irá embora com o vento.

O Egito alcançou, finalmente, a primeira vitória na história dos Mundiais. Na quarta participação, uma das seleções mais tradicionais do ponto de vista africano, quebrou um enguiço e um peso histórico que, em 2018, havia sido claro entrave na expressão da seleção. Além da vitória, fica a declaração de superioridade na segunda parte. Este Mundial tem sido, como Renato Paiva apelidou há um ano, um cemitério dos favoritos, mas o Egito não só fugiu deste local inóspito, como ele próprio assumiu a versão de matador.

Zico Hossam Hassan Egito
Fonte: Federação Egípcia de Futebol

Não há muitas coisas que Hossam Hassan, ainda o máximo goleador da história da seleção, desconheça sobre o ataque. Ainda assim, as trocas posicionais feitas na frente são, por mais golos que o antigo avançado tenha feito, uma das mais importantes obras ofensivas da sua carreira. Quando Marmoush passou para a esquerda e Emam Ashour rumou à direita, Mohamed Salah ficou com a companhia de Mostafa Ziko por dentro. Nesse momento, tudo mudou. O Egito já queria projetar os laterais, mas a projeção ganhou ainda mais força com um avançado a procurar as movimentações de fora para dentro à esquerda e um médio a querer a bola à direita. Particularmente Mohamed Hany, um dos destaques egípcios no Mundial, cresceu e passou a ter ações mais valiosas na área. Depois, houve encaixes importantes na frente.

Por dentro, Mostafa Ziko foi game-changer. Chegou tarde à seleção, já com 28 anos, mas já é uma das figuras dos Faraós. Estreou-se nos particulares antes do Mundial e, em dois jogos feitos, marcou dois golos. A cadência goleadora só falhou por um jogo; no segundo embate no Mundial, marcou o terceiro golo em quatro jogos e iniciou a reviravolta. Começou pelo corredor direito, mas, por dentro, aproveitando as atenções que Mohamed Salah consegue recolher para si, conseguiu aparecer diversas vezes como elemento surpresa na área para finalizar. Numa deu golo. Para resolver, Mohamed Salah apareceu. É o grande nome do futebol egípcio e, mesmo na curva descendente da carreira, continua a ser o referente técnico da equipa. É protegido pelo modelo de jogo e, por dentro, ganha protagonismo como definidor de jogadas, quer através de lançamentos e passes longos, quer pela capacidade de procurar o remate. Sublime no golo. Ainda houve tempo para Trézéguet marcar. Não julgo as opções do Egito. Também eu, no 7 a 0, já venci o Mundial com Zico, Salah e Trézéguet na frente.

Não vencendo, a Nova Zelândia merece o destaque. Fez uma primeira parte de coragem e com identidade. Chris Wood é uma garantia para jogo direto e Elijah Just, a partir da esquerda, um complemento ideal para atacar o espaço e permitir ao avançado ter sempre uma válvula para o jogo fluir. Ainda assim, há também capacidade para jogar desde trás, principalmente à esquerda, claramente o lado forte neo-zelandês. Liberato Cacace é um lateral com projeção ofensiva, mas também de qualidade técnica. Com Marko Stamenic como o médio de melhores recursos individuais a jogar lá perto e Joe Bell lá perto, geraram-se boas associações. Não é por nada, mas entre 48 seleções, há poucas com tanto carisma como a Nova Zelândia.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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