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Diário do Mundial 2026

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Opinião

Jogar melhor, ser melhor, terminar melhor: o destino da Espanha campeã – Diário do Mundial 2026 #34

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Ao fim dos 90 minutos, só havia um possível vencedor. Aos 120, a história era praticamente obrigatória. A Espanha foi a melhor seleção do Mundial 2026. Discutia o estatuto com a França, mas a contingência da vitória diante dos gauleses reduziu à seleção de Luis de La Fuente esta consideração. Não é uma garantia ou obrigatoriedade para vencer o Mundial, mas ajuda. E a Espanha foi a melhor seleção do Mundial. Também foi quem a venceu. Jogou melhor, foi melhor e terminou melhor, como 47 outras seleções chegaram a sonhar.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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Opinião

Ainda querem terminar com o jogo do 3º e 4º lugar? – Diário do Mundial 2026 #33

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  O jogo para definição do terceiro e quarto lugar do Mundial é sempre um mistério. Nunca é o jogo mais interessante para qualquer uma das equipas, abaladas pela morte na praia, antes do duelo final, mas, muitas vezes, é dos duelos mais memoráveis e abertos do Campeonato do Mundo. A ausência de grande pressão, apesar da diferença natural entre o terceiro lugar, de medalha, e o quarto, leva a revoluções no onze e a uma leveza e abertura pouco vistas. Foi tudo exponenciado por França e Inglaterra.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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Opinião

Thomas Tuchel afundou Inglaterra e Lionel Messi voltou a resgatar a Argentina – Diário do Mundial 2026 #32

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Falar em campos de batalha é sempre delicado quando o assunto envolve, em simultâneo, Inglaterra e Argentina. As recordações da Guerra das Malvinas, em 1982, continuam a estar presentes, fizeram questão de relembrar os jogadores argentinos depois do jogo. Ainda assim, e saltando, por dois segundos, o peso histórico das expressões bélicas, a meia-final do Mundial 2026 foi, por mais de 90 minutos, um campo de batalha com três frentes diferentes. Na mais importante, a última, a que decidia a guerra, a Argentina foi amplamente superior. Por aí se explica uma vitória com um roteiro que respeitou as duas seleções, mas congratulou os albicelestes.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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Opinião

Um Olé da Espanha à França – Diário do Mundial 2026 #31

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Quem quer que tenha visto os seis jogos da França no Mundial 2026, colocaria o plantel liderado por Didier Deschamps como a equipa mais temível em competição. Só isso, diz tudo sobre os méritos imensuráveis da Espanha que não só venceu bem a França como banalizou a seleção gaulesa. Os dados dizem o que cada um quer ver, mas são bem explicativos de vários parâmetros. Dito isto, a França teve o menor índice de xG - os golos esperados - desde 1966. Com o ataque maravilhoso e, aparentemente, imbatível.

Diogo Ribeiro · 4 min de leitura
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Opinião

Breel Embolo que aJude a Argentina quando Messi já não conseguir – Diário do Mundial 2026 #30

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Quando o árbitro apitou, os olhares colocaram-se nas bancadas, não no campo. Já todos esperavam o momento de união entre jogadores e adeptos ao som de Wonderwall, a marca distintiva de Inglaterra neste Mundial 2026, onde o It’s Coming Home vai ganhando cada vez mais razão para existir. Talvez, na ânsia desse momento, poucos esperavam que, depois, ainda viria um mais importante. Depois do Hey Jude em campo, também o Hey Jude para as bancadas. Bem que podem ser feitos os agradecimentos a Jude Bellingham.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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Mikel Merino, o maior hater das ex’s de Roberto Martínez – Diário do Mundial 2026 #29

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  O que têm em comum Maxi Araújo, Cristiano Ronaldo e Senne Lammens? Três coisas: todos são profissionais do futebol, todos estiveram nos EUA e todos foram eliminados pela Espanha do Mundial 2026. Naqueles minutos de contrastes, imediatamente depois do apito final, a FIFA aliada ao American Show decidiu colocar música para animar todos no estádio, na sua maioria relacionada à cultura da nação vencedora. O momento tem no Wonderwall inglês a sua apoteose, mas a Espanha tem, porventura, na escolha musical o momento de maior pesar para os adversários. 

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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Os Miseráveis de Didier Deschamps, a antítese dos de Victor Hugo – Diário do Mundial 2026 #28

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Quando Victor Hugo pensou em Jean Valjean, o porta-voz para contar a história de todos os Miseráveis de Paris, fê-lo para retratar e contar a vida de todos os que foram injustiçados pela sociedade, de desigualdade social e política, e pela miséria, que dá nome a uma das obras-primas da literatura francesa. A França de Didier Deschamps também é uma obra de Miséria, mas no sentido oposto ao pretendido pelo escritor francês. Há poucas coisas mais miseráveis do que a quantidade de talento do plantel gaulês e do que a forma como Didier Deschamps conseguiu dar o melhor enquadramento à equipa. 

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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O que dizem as lágrimas de Lionel Messi? – Diário do Mundial 2026 #27

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Quando o jogo terminou, Lionel Messi desabou num pranto de lágrimas como raramente se viu. Depois de uma vitória, é raro ver emoções tão vincadas na face de um jogador, mas o contexto importa. O jogo beirou a eliminação dramática e terminou com uma reviravolta épica. O Egito deu luta e foi melhor na maioria da partida, a Argentina repetiu vários dos problemas que já havia demonstrado diante de Cabo Verde. Em poucos minutos, tudo se inverteu e os campeões vão defender, pelo menos por mais uma eliminatória, o título conquistado há quatro anos. As lágrimas de Lionel Messi não foram de tristeza como as de Cristiano Ronaldo ou Neymar, também eles na Last Dance. Foram de alívio.

Diogo Ribeiro · 8 min de leitura
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As 6 razões para o insucesso de Portugal – Diário do Mundial 2026 #26

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Portugal foi eliminado do Mundial 2026 pela Espanha. O roteiro de 2010 surge com um enredo muito próximo, com duas grandes diferenças: desta vez, o golo espanhol é 100% legal e, desta vez, a seleção nacional tinha obrigação de fazer uma competição de nível bem mais elevado. O nível da geração portuguesa assim o exigia, mas em nenhum momento, excetuando a exibição diante do Uzbequestão, uma seleção mais modesta, tal foi realidade. A derrota diante da Espanha obriga Portugal a fazer as malas três jogos mais cedo que o grande objetivo e deixa espelhados todos os sinais preocupantes que já se iam notando. 

Diogo Ribeiro · 10 min de leitura
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O Brasil abdicou da bola e foi eliminado; a Inglaterra abdicou da bola e fez história – Diário do Mundial 2026 #25

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Se alguém trocasse as duas camisolas, muitos pensariam que, exceção feita à altura e à predominância de cabelos loiros, o Brasil jogaria de amarelo e a Noruega de vermelho. Mantendo as camisolas na tonalidade certa, o Brasil equipou de amarelo, mas jogou como muitos esperavam que a Noruega jogasse e a Noruega, vestida de vermelho, jogou como o Brasil outrora já jogou. Também por aí se explicam crescimentos e momentos de crise.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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Opinião

Vitórias no Atletismo e UFC – Diário do Mundial 2026 #24

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Quando o futebol viram um campo de atletismo, há um órgão que se destaca acima dos demais. Não é nenhum músculo, nenhum constituinte do pé ou qualquer mão de guarda-redes. É o cérebro, esse fiel escudeiro humano que insiste em permitir ao corpo executar ações que parecem impossíveis. E, num jogo marcado pela imposição física, pela capacidade atlética e pela vertigem constante, foi do cérebro que chegou a diferença do resultado.

Diogo Ribeiro · 6 min de leitura
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Obrigado, Cabo Verde – Diário do Mundial 2026 #23

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Podia ser um jogo banal, mas há um dado histórico que torna o encontro mais alternativo dos 16 avos de final do Mundial 2026 um dos casos mais curiosos da prova. Até ao momento, todas as seleções que eliminaram a Austrália do Mundial conseguiram ser campeãs. Em 2006, a Itália levou o título e, em 2022, a Argentina ergueu o troféu. É praticamente impensável, mas é o Egito quem vai tentar manter esta estatística viva.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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O roteiro de cinema do melhor filme de Portugal – Diário do Mundial 2026 #22

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Ao contrário do que Rosalía cantou por três vezes na bancada, uma para cada golo, a solução para a Espanha foi não se “Despechá” em demasiado. Diante de uma Áustria que tem na pressão a maior força, a Roja conseguiu pôr-se em vantagem e, a partir daí, fazer o que de melhor faz. Chamou a bola para si, adormeceu o jogo e, quando sentiu que havia espaço, acelerou e matou o jogo. Por muito que surjam novos desequilíbrios, o “Mundo Nuevo” da Espanha passará sempre pela forma como trata a bola.

Diogo Ribeiro · 10 min de leitura
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Alguém consegue travar a França… e o México? – Diário do Mundial 2026 #20

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  A Noruega não foi altamente superior à Costa do Marfim e qualquer superioridade, de um lado ou outro, é altamente questionável. O futebol é de margens cada vez mais pequenas, com resultados, desfechos e títulos mais dependentes de momentos e lances isolados do que de superioridades claras e inequívocas. É verdade que continuam a existir super equipas e é verdade que continuam a existir equipas bónus, mas são cada vez menos. E, nesse sentido, há fatores que vencem jogos. Foi assim que a Noruega venceu a Costa do Marfim.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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O melhor dedo de treinador, o maior escândalo, o melhor jogo – Diário do Mundial 2026 #19

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Ao intervalo, Carlo Ancelotti olhou para os seus jogadores no balneário e mudou-lhes a alma. Partindo da tática, com ajustes específicos, mas dando ao Brasil uma cara lavada e pronta para lidar de outra forma com o jogo duro que o Japão estava a fazer. Seria sempre um jogo difícil, mas o roteiro intensificou a dificuldade, como a pimenta torna qualquer receita mais elaborada. O Brasil não foi perfeito, mas mostrou que sabe reagir à adversidade. E a tranquilidade do selecionador no banco, de sobrancelha erguida e aparente calma, é um porto seguro para uma Canarinha que urgia por estabilidade.

Diogo Ribeiro · 11 min de leitura
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Agora é a valer – Diário do Mundial 2026 #18

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  Começou a fase a eliminar do Mundial 2026, agora os 16 avos de final. São mais 16 equipas a eliminar. À África do Sul já ninguém retira o lugar na história como a primeira seleção a cair nesta fase. Ao Canadá, já ninguém anula o lugar como a primeira equipa a garantir uma vitória nos 16 avos de final do Mundial. Entre todos os jogos na competição, este será um dos menos memoráveis, mas o tempo fará dele um marco histórico. 

Diogo Ribeiro · 3 min de leitura
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Como explicar o trambolhão de Portugal no último dia dos grupos? – Diário do Mundial 2026 #17

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026.  O último dia da fase de grupos do Mundial 2026 foi potente, repleto de emoções e de histórias que marcarão esta edição da prova mais importante do mundo. Entre todos estes sentimentos, poucos terão marcado o desfecho do Grupo L, alfabeticamente o último em competição, diariamente, o primeiro a entrar em prova. Seria de esperar outra coisa de um Croácia x Gana?

Diogo Ribeiro · 11 min de leitura
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