João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, reagiu ao leak dos áudios comprometedores do presidente da FPF, Pedro Proença.
O vazamento dos áudios de Pedro Proença têm causado grande alvoroço no futebol português. Através de uma publicação no LinkedIn, João Gabriel deixou fortes críticas ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol:
«Podem os áudios de Proença surpreender alguém? Absolutamente ninguém!
Os áudios agora conhecidos não revelam nada de novo; apenas confirmam o carácter e o método de alguém com uma ambição desmedida. Um dirigente que faz da influência um instrumento de poder, que adapta o discurso ao interlocutor e que não olha a meios para atingir os fins. Fala mal de uns quando está com os outros (mesmo tratando-se da classe onde militou durante anos) e fala mal dos outros quando regressa aos primeiros. Alimenta desconfianças, promove divisões e, sobretudo, recorre à ameaça e à pressão, mesmo quando se trata de matérias que nem sequer dependem da sua vontade ou da sua esfera de competência. Tudo isto é Proença. Estamos perante um método de atuação profundamente preocupante e incompatível com as funções que hoje ocupa. Proença cria dependências com dinheiro, viagens e promessas; cultiva imprensa amiga através de avultados contratos publicitários e recorre à intimidação sempre que entende ser necessário».
O antigo diretor de comunicação do Benfica acrescentou:
«Quando a memória não falha, estes áudios não podem surpreender ninguém. Proença, ainda presidente da Liga, foi denunciado por mandar instalar câmaras de vídeo na mesa de voto numa das suas reeleições; foi também denunciado, num processo que ainda corre no Ministério Público, por espiar Nuno Lobo durante a campanha para a presidência da FPF. Nem José Sócrates foi 32 vezes à PJ! O problema não está na hipérbole, mas na forma como é utilizada: como instrumento de pressão que transpira chantagem por todos os lados e que não pode ter lugar na liderança de uma instituição como a FPF. Se o tal “projeto” de que Rui Costa falou resultou deste tipo de ameaças, só resta um caminho a esta direção, porque pior do que a incompetência é a cobardia. Quem cede à chantagem perde a liberdade de decidir e perde a autoridade moral para liderar».

