O Benfica goleou o St. Gallen por 5-0 num jogo das pré-eliminatórias da Europa League. Eis os cinco destaques da partida.
Vangelis Pavlidis: Funciona a dois ritmos no Benfica. Ou baixa para ligar jogo, atrair a marcação e criar espaços para os velocistas da frente atacarem ou aparece na área, a romper por entre os defesas e a procurar situações de finalização. Esteve envolvido em ambos e, por isso, se explica tamanha influência no jogo encarnado. No final, saiu com quatro golos no cômputo geral. Não é coisa pouca.
Leandro Barreiro: Apareceu na versão médio total. Nos períodos de saída de bola, para lidar com a pressão e marcação individual dos suíços, lateralizou sobre a direita e abriu espaços por dentro. Quando o Benfica se aproximou da área adversária, facilmente atacou espaços, chegou à área e procurou finalizar. É cada vez menos patinho feio e tem qualidades em diversas funções.
Rafa Silva: O Benfica conseguiu colocar várias vezes as duas flechas na cara do golo ou, pelo menos, em situações de decisão. Kaminski até teve melhores oportunidades, mas pecou na definição, um diferencial que o avançado português conseguiu ter. A forma como se moveu por toda a largura, com constantes trocas, também foi importante.
António Silva: Cheiro a despedida, liderando a volta olímpica do Benfica no agradecimento ao Estádio da Luz, numa boa e animada casa. A vitória contundente deixa uma última imagem positiva, num caminho que começou muito alto e teve bastantes percalços e pedras no caminho, umas maiores que outras. Sai como capitão, num momento em que a corda parecia estar cada vez mais fininha. Provavelmente, nuns meses terá a valorização correta. Não é um defesa perfeito, mas está longe de ser o desastre que muitos querem pintar. Bem longe.
Aliou Baldé: Foi o principal obreiro do St. Gallen num jogo coletivamente pobre e com poucas oportunidades criadas. As poucas aproximações, incluindo um remate perigoso que embateu no poste, saíram dos pés do avançado guineense. Já tinha feito bom jogo na Suíça e volta a ficar na retina. Acabou por desaparecer a partir da quebra dos suíços, sendo mesmo forçado a fechar o lado esquerdo.



