Carlos Carvalhal e Luís Pinto analisaram o empate a zero entre o Famalicão e o Gil Vicente, na 4.ª jornada da Primeira Liga.
Famalicão e Gil Vicente empataram 0-0, este domingo, num jogo a contar para a quarta jornada da Primeira Liga. Após o encontro, Carlos Carvalhal destacou a evolução da equipa famalicense, enquanto Luís Pinto valorizou a capacidade dos gilistas para manter a baliza inviolável.
Carlos Carvalhal considerou que o Famalicão realizou a melhor exibição da temporada, destacando os níveis de intensidade e agressividade apresentados pela equipa ao longo do encontro:
«Creio que demos claramente um passo em frente. Foi o nosso melhor jogo deste ano, aquele em que a equipa apresentou níveis de intensidade e de agressividade, no bom sentido, dentro dos padrões de que gosto como treinador. Espero que este seja um ponto de partida para a equipa conseguir melhorar».
O treinador do Famalicão voltou a elogiar a competitividade demonstrada pela equipa e explicou as dificuldades sentidas perante um Gil Vicente muito compacto defensivamente. Ainda assim, Carlos Carvalhal considerou que a equipa criou algumas oportunidades e manteve níveis elevados de competitividade até ao final:
«Parece-me que, na base da competitividade e da agressividade com e sem bola, hoje demos um passo enorme. Fizemos uma primeira parte muito boa, dentro dos condicionalismos do jogo, porque o Gil Vicente defendeu com os 11 jogadores no seu meio-campo. Com uma densidade tão grande de jogadores, é difícil entrar. Mesmo assim, tivemos dois ou três bons remates, um do Peña, outro do Mathias e outro do Sorriso, creio eu. Fomos tentando. Na segunda parte, os níveis de competitividade também foram altos e acabou por ser um jogo muito esgalhado, com as equipas a baterem uma na outra. Terminou empatado e temos de aceitar o resultado. Queríamos ganhar e acho que até fizemos um bocadinho mais».
Luís Pinto, por sua vez, destacou a importância do Gil Vicente voltar a terminar um encontro sem sofrer golos, considerando que esse fator permitiu à equipa garantir mais um ponto. O técnico reconheceu, contudo, a dificuldade do jogo e salientou o equilíbrio conseguido na segunda parte:
«A baliza a zero acabou por surgir novamente e isso acaba sempre por garantir um ponto. Contudo, foi um jogo muito difícil, muito tático, muito fechado, com muito respeito entre as duas equipas. Mesmo não havendo muito perigo junto das balizas, na segunda parte conseguimos equilibrar. Até, na minha opinião, acabámos com mais capacidade de manter a bola em zonas ofensivas. Isso foi algo que nos trouxe a esperança do golo, a esperança dos três pontos».
Por fim, o treinador do Gil Vicente considerou ainda que o empate foi um resultado justo, embora tenha assumido que a equipa teria de ter feito mais para conquistar os três pontos:
«Obviamente, quando começa o jogo, queremos sempre os três pontos, mas, não conseguindo os três, é um ponto somado. Sinceramente, acho que foi justo. Se quiséssemos ganhar o jogo, claro que queríamos, devíamos ter sido mais capazes».



