Em entrevista ao TuttoSport, o defesa-central do AC Milan, Strahinja Pavlovic, deixou fortes elogios a Ruben Amorim.
Ruben Amorim assumiu o comando do AC Milan há cerca de dois meses e, após duas vitórias em dois jogos oficiais, deixa boas impressões não só para os adeptos rossoneri, como também para os jogadores. Em entrevista ao jornal italiano TuttoSport, o defesa-central Strahinja Pavlovic garantiu que quer continuar no clube, sentindo-se valorizado pelo treinador português:
«As oportunidades existem sempre, em todos os verões, e acontecem com todos os jogadores. Mas eu não queria sair. Quando falei pela primeira vez com Amorim, percebi que era um jogador importante para ele. Renovação? Sinto-me bem aqui e quero ficar».
De seguida, o internacional sérvio descreveu a relação com Ruben Amorim dentro e fora dos relvados:
«Amorim é um treinador ainda jovem e gosto dele porque percebe-se que compreende bem aquilo que os jogadores pensam e sentem. No campo, como é natural, é exigente e pede o máximo, mas fora dele é uma pessoa simpática e gentil».
Strahinja Pavlovic abordou também as diferenças entre o atual treinador e o antigo, Massimiliano Allegri:
«Somos todos profissionais e todos já tivemos vários treinadores ao longo das nossas carreiras, com diferentes métodos de trabalho. Precisamos de tempo para aprender, mas penso que, ao fim de dois meses, já se começam a notar melhorias. (…) O jogo mudou. Antes, jogávamos mais recuados e saíamos em contra-ataque; agora jogamos mais adiantados e tenho mais espaço para cobrir nas minhas costas. Se antes podia atacar, sabendo que tinha mais companheiros atrás de mim, agora sei que, se avançar, posso deixar a minha zona descoberta. Além disso, ao fim de dois anos, os adversários já conhecem as minhas características, por isso é mais difícil surpreendê-los».
Por fim, o defesa-central realizou a antevisão ao embate com a Juventus, relembrando os dois empates da última temporada:
«Foram dois 0-0 diferentes. Em Turim, merecíamos mais: falhámos um penálti e o Rafael Leão teve duas grandes oportunidades. Na segunda volta, não. Foi um 0-0 realmente mau. Ainda assim, será um jogo complicado. A Juventus é uma boa equipa e, na minha opinião, pode lutar connosco não só por um lugar na zona de acesso à Liga dos Campeões, mas também por algo mais. Há seis ou sete equipas que podem ser campeãs. O Inter é o favorito, mas será uma disputa interessante. Esta é uma das coisas boas do futebol italiano: já não estamos nos tempos de há 20 ou 30 anos, quando a Serie A era a Premier League de hoje. Em Inglaterra têm mais dinheiro e é difícil competir com eles, mas, depois, na minha opinião, vem o campeonato italiano. É mais equilibrado, há surpresas; em Espanha, França e Alemanha, ganham sempre os mesmos».

