Carlos Simões realizou a antevisão do encontro entre o Torreense e o Lillestrom, partida da primeira jornada da Europa League.
O Torreense já está na Noruega para enfrentar o Lillestrom, num encontro da primeira jornada da fase de liga da Europa League. Carlos Simões realizou a antevisão do encontro, uma vez que Luís Tralhão possui o nível suficiente para marcar presença na sala de imprensa.
O treinador adjunto assumiu que o desafio não é simples:
«Sabemos que é uma equipa muito forte, que também atingiu a Liga Europa através da conquista da taça [da Noruega]. Tem jogadores muito competentes, é uma equipa que tem algum historial nas competições europeias, mas nós estamos aqui para competir. Sabemos da nossa realidade, sabemos da realidade do Lillestrom, não podemos comparar, mas estamos cá para competir. É uma equipa forte e vai ser um enorme desafio».
Carlos Simões falou sobre o ambiente que espera a equipa de Torres Vedras:
«É um ambiente muito bom, muito forte, com bastante público e um apoio fervoroso, mas estamos preparados para isso. Possivelmente vão ter uma entrada forte, mas nós, como sempre acontece, preparámo-nos ao máximo durante a semana. Estamos motivados, temos uma cidade nas nossas costas que está connosco e estamos a sentir essa força. Vamos lutar com todas as nossas forças para fazermos o melhor que podemos».
O técnico admitiu que o momento é histórico:
«Para estes jogos é muito fácil trabalhar com os jogadores, eles estão altamente motivados e entusiasmados. Quanto melhor perceberem o processo e as tarefas que têm de fazer durante o jogo, mais ameniza a parte do nervosismo. Não é fácil, obviamente, estaria a mentir se dissesse que estamos completamente tranquilos. É uma data histórica para todos, jogadores, clube, adeptos, treinadores, mas quando o árbitro apitar serão 11 contra 11 e lá dentro vamos ver quem é o melhor. Sabemos das diferenças, mas há uma ambição muito grande».
André Simões, médio do Torreense, também falou com os jornalistas:
«Acho que houve um computador qualquer que disse que tínhamos zero hipóteses de poder ganhar. As nossas expectativas vão um bocadinho por aí. Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar, das equipas, dos estádios, dos ambientes, mas estamos prontos para competir. «Às vezes é preciso sair da ilha para ver a ilha. Olho para trás e para a conquista da Taça de Portugal como um momento histórico, mas se calhar no momento não tivemos a noção da grandeza do que tínhamos feito. Talvez só daqui ou 20 ou 30 anos vamos perceber a grandeza do que está a acontecer».

