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Luís Tralhão

39 artigos · último

Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Europa League

Torreense | Uma estreia pensada de trás para a frente

Mais do que o resultado, a estreia do Torreense numa competição europeia ficou marcada pela forma como a equipa decidiu enfrentar um contexto completamente novo. Perante um adversário norueguês mais forte na pressão e com maior capacidade para controlar o jogo desde os primeiros minutos, o Torreense apresentou uma ideia clara: primeiro garantir o conforto defensivo, depois procurar o espaço para atacar. Os primeiros dez minutos mostraram, ainda assim, que a equipa de Luís Tralhão não entrou em campo apenas para resistir. Duas oportunidades de golo revelaram uma entrada agressiva e a intenção de surpreender o Lillestrom. A partir daí, porém, o domínio passou para o lado norueguês.

Miguel Costa · 5 min de leitura
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Opinião

Descida a Helheim | Lillestrom x Torreense

Chegados finalmente ao grande dia para o Torreense, é natural uma certa desconfiança. Uma aparente fragilidade portuguesa. Afinal, é um clube de segunda divisão a disputar a fase regular duma prova uefeira. Pensa a maioria que ao clube de Torres Vedras nem o privilégio de participar lhe servirá de consolação, que será impossível vislumbrar-se o mínimo arcaboiço para competir – essa maioria, céptica e cruel, prevê apenas derrotas por larga margem. Há razões que o sustentam: o plantel inexperiente, com muitas mexidas face à época transacta, e a lista de inscrições final na competição, com dez caras novas e a ausência de três titulares da final da Taça. Luís Tralhão, o grande obreiro da proeza a partir do banco, nem sequer tem o UEFA Pro que o permita expor-se em conferências de imprensa (e por isso, esta Quarta-feira, quem falou foi o adjunto, Carlos Simões). Mas, afinal, não roubou heroicamente o Torreense a Taça das garras dum Leão top8 da Champions? Não se viu rotundo mérito na forma como o fez, suportando as agruras dum prolongamento contra adversário de elite? Quantas tentativas precisava o Lillestrom para, num final de tarde no Jamor, ganhar ao mesmo adversário…? Sim, há gente capaz para deixar boa imagem! Sim, é possível acumular pontos!

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Opinião

Casa Pia continua na Primeira Liga: eis os 5 destaques da campanha e da manutenção

Não há espaço, no seio dos sentimentos do Casa Pia, que não para o alívio. Há festejos e sorrisos, é certo, mas nenhum sentimento tão forte como o expirar profundo de dever cumprido, com muita dificuldade. A duas mãos, o Casa Pia marcou mais dois golos que o Torreense e, numa casa emprestada há quatro anos, selou as contas da manutenção. A época foi longa para o Casa Pia. Começou em agosto, diante do bicampeão Sporting que se tratou de banalizar os gansos. Na altura era João Pereira o treinador dos gansos. Desde então, João Pereira saiu, o seu adjunto Gonçalo Brandão foi promovido a principal, tendo também deixado já o clube. Álvaro Pacheco foi o responsável por fechar uma época atípica e feliz apenas no último suspiro.

Diogo Ribeiro · 8 min de leitura
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Opinião

A mitologia e mística do Jamor a favor do Torreense ou como explicar uma vitória histórica na Taça de Portugal

Há locais especiais no mundo e na vida. No que toca ao futebol português, poucos serão tão fortes e tão impactantes como o Estádio Nacional no Jamor, um campo perdido no meio da mata, quase esquecido ao longo de uma época e relembrado como um dos dias mais felizes do ano por muitos que, ao contrário dos restantes 364 dias, não se importam de acordar cedo para ocupar os terrenos circundantes, muitas vezes sem bilhete, em nome do convívio e do futebol. Foi este o palco da festa maior do futebol português e, em particular, do Torreense. A Taça de Portugal é uma utopia possível, uma epopeia alcançável ou qualquer outra contradição sem nexo, mas com todo o sentido. Numa época em que os orçamentos são tão ou mais falados e relevados do que aquilo que se faz em campo, é o território onde os sonhos são possíveis e onde os gigantes podem ser olhados na cara, sob a esperança de 90 minutos - ou um pouco mais - de glória. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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