Rafa, de promissor a prescindível

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Em 2016, Rafa Silva, era talvez o jogador mais promitente do campeonato nacional, o que levou o Benfica, no dia 31 de Agosto, a abrir os cordões à bolsa para realizar a transferência mais cara de um jogador português, realizada em Portugal.

Esta transferência custou a Luís Filipe Vieira cerca de 16,4 milhões de euros, um dos mais altos investimentos do Campeão português e, se a memória não me falha, o jogador na altura estava a ser disputado pelos 3 grandes, com o Porto em alegada vantagem na corrida mas à última hora prevaleceu a vontade do Rafa e este rumou à capital. A insatisfação no Dragão aliás, foi tanta que chegou a originar uma acesa troca de palavras entre os dirigentes do Porto e do Braga.

Com 24 anos, surgiu no plantel do Benfica como uma opção muito válida para colmatar a saída de Nico Gaitán para o Atlético de Madrid, e eu própria, que nutro uma profunda admiração pelo futebol praticado por Gaitán, também fiquei convencida que Rafa daria conta do recado. Para além das expectativas, o investimento feito teve um peso grande naquela época, no entanto o pior aconteceu e o Rafa lesionou-se logo a 9 de Setembro, na cixa direita, na primeira aparição de águia ao peito, num jogo que ganhámos frente ao Arouca (2-1), o que custou a sua ausência nos dez jogos seguintes.

É evidente que entrar no plantel do Benfica logo de caras não é uma tarefa fácil, dada a adaptação aos novos colegas e ao novo esquema tático e dada a exigência de ser jogador do então tricampeão (muito diferente, diga-se, de jogar no SC Braga). Contudo, se a estes fatores, acrescermos a lesão que o obrigou a parar 2 meses, percebemos o que atrasou a sua adaptação no primeiro ano na Luz mas, com o tempo que daí já decorreu, começam a faltar desculpas para o fraco desempenho de Rafa.

Rafa não consegue corresponder às expectativas do clube e adeptos Fonte: Rafa Silva
Rafa não consegue corresponder às expectativas do clube e adeptos
Fonte: Rafa Silva

Durante a época foi aparecendo nos espaços que lhe eram destinados mas sempre com uma presença muito intermitente e exibições cinzentas e que sabem a pouco. Em 31 jogos, a maioria como suplente mas a acabar por ser utilizado, marcou apenas 2 golos, 2 grandes golos é verdade, de nítida capacidade técnica acima da média, mas mais uma vez é pouco para um jogador na sua posição e com as suas características.

Assim e a ver este cenário negro, Rui Vitória desvalorizou e fez até um comentário interessante, a meu ver, numa conferência de imprensa: “Não me preocupo com os preços, nem com os salários. Desgasto-me com aquilo que me deve desgastar. Para irmos daqui a qualquer cidade é só meter no GPS, que ele dá vários caminhos e chegamos ao destino. Mais minuto ou menos minuto, chegamos ao destino. Por vezes a fase de adaptação é mais difícil e às vezes não é preciso fazer 90 minutos para ser herói. Chega alguém e em dez minutos passa a ser idolatrado por toda a gente. Não estou a particularizar com o Rafa, mas isto já aconteceu muitas vezes com jogadores que vinham de fora. Tem tempo para render e vai fazer muitos golos, cheira-me”. De facto o treinador do Benfica tem toda a razão na observação feita mas parece-me que estava a tentar encontrar uma justificação para o falhanço, não só de Rafa, mas dele próprio em relação a esta situação.

Patrícia Ribeiro Fernandes
Patrícia Ribeiro Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Desde que se conhece que a Patrícia gosta de bola e chegou mesmo a jogar, mas a vida seguiu por outros rumos. Como mulher de paixões que é, encontra no Benfica a maior de todas e é a escrever que se sente em casa.                                                                                                                                                 A Patrícia escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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