Multiplicam-se as reações de desagrado para com Gianni Infantino. A AFC e a CONCACAF também já se insurgiram.
Quando Gianni Infantino sugeriu vender entre 20 e 30% das participações nos Mundiais a investidores privados, alterando por completo as regras do jogo, o presidente da FIFA marcou um ponto, que rapidamente mereceu contestação.
A UEFA (Europa) foi a primeira confederação a reagir e a mostrar-se contra esta ideia, ameaçando mesmo comum boicote europeu à competição, caso esta seguisse avante.
Entretanto, nas últimas horas há novas reações de repúdio. Quer a AFC (Ásia), quer a CONCACAF (América do Norte) também já reagiram e confirmaram o desprezo por esta medida, posicionando-se contra a ideia de Gianni Infantino.
«A história mostrou à FIFA e à família do futebol o que acontece quando os responsáveis pelo desporto perdem de vista estes valores. Tendo isto em conta, a CONCACAF convocou hoje uma reunião dos presidentes das suas 41 Federações-Membro, juntamente com o seu presidente, os membros do Conselho e os seus membros do Conselho da FIFA, para debater uma proposta elaborada e apresentada pelo presidente da FIFA com vista à criação da «FIFA Forward Enterprise» e à venda de participações na Taça do Mundo da FIFA a investidores privados», destacou a CONCACAF, rapidamente suportada pela AFC.
«Face a este cenário, e à luz das posições claras expressas pela UEFA e pela CONCACAF, assim como à divisão sem precedentes que emergiu ao longo do futebol mundial, a AFC acredita que a FFE proposta não pode alcançar realisticamente o amplo consenso e união necessários para seguir em frente. O Mundial da FIFA é o pináculo do futebol global, e deriva a sua força da participação de todas as confederações e das nações líderes do futebol mundial. Qualquer proposta que arrisque minar a união e caráter universal da competição deve ser reconsiderada», destacou a organização asiática.
Para lá das confederações, há mais reações de discórdia a Gianni Infantino… mesmo dentro da FIFA. Carlos Cordeiro, conselheiro da FIFA e um dos representantes desta na Casa Branca no último Mundial, demitiu-se em resposta à proposta do dirigente da entidade.
«Não posso ficar de braços cruzados enquanto a FIFA considera vender parte da participação no Mundial. Para que fique bem claro, não tive qualquer envolvimento nesta proposta e oponho-me a ela inequivocamente», justifica o dirigente.



