André Villas-Boas voltou a falar, à margem de uma conferência. Presidente do FC Porto falou no clima vivido no futebol português.
André Villas-Boas voltou a falar aos jornalistas de vários temas da atualidade. À margem do festival ECO, onde participou num painel com Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, o presidente do FC Porto falou do clima vivido no futebol português, de centralização dos direitos televisivos e dos episódios com o Sporting.
«Estamos no campo das emoções e os presidentes não estão imunes ao mesmo. Quando são ultrapassados os limites, todos temos de reconhecê-lo. Os limites foram ultrapassados grandemente na última época. Há um caminho de responsabilidade a tomar. Não se pode viver na hipocrisia, o que se viveu na última Assembleia Geral da Liga foi absolutamente patético relativamente às propostas do Sporting. Uma tem a ver com o canto mal assinalado que deu uma vitória ao Sporting indevida. É uma proposta que vem do IFAB, não do Sporting. Foi uma tentativa de chico-esperto que lhes saiu muito mal».
«A outra tem a ver com a postura dos presidentes. Se queremos aumentar as sanções pecuniárias relativamente às palavras dos presidentes, temos de liderar pelo exemplo e não ter cenários como o que aconteceu no Sporting x FC Porto, que levou um presidente a perder a cabeça e insultar outro. Assumo também a minha responsabilidade. Há um nível de educação que temos de ter. Pelo exemplo que temos de dar, podem contar com o presidente do FC Porto para isso. É importante que certos níveis não sejam ultrapassados».
«Não fiz outra coisa senão tentar aproximar os grandes do futebol português. A partir do momento em que tentam pisar os calcanhares do FC Porto, não há maneira de os clubes se poderem dar uns com os outros. Quando se falta ao respeito… Quebrei essa regra quando um certo presidente começou a atacar o FC Porto sem qualquer fundamento. No futebol português há muitas coisas que estão a funcionar. Relativamente à centralização dos direitos, há alinhamento total entre o FC Porto e o Sporting, não com o Benfica, que optou por votar em abstenção. Há dossiês onde há um corpo comum de ideias e outros em que não há alinhamento».
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