André Villas-Boas analisou o atual panorama dos agentes desportivos no futebol mundial e a influência destes no FC Porto.
André Villas-Boas foi questionado sobre a atual política do FC Porto relativamente aos agentes desportivos. Em tom de reflexão, o presidente dos dragões analisou a mudança de paradigma no papel dos empresários e o impacto dessa evolução no mercado de transferências:
«O FC Porto trabalha com todos. E isso é outro dos grandes fenómenos em mutação no futebol atualmente. Porque os jogadores passam a transitar entre agências. Ou seja, a relação de compromisso, de amor, daquele que primeiro te identificou e que te vai levar até ao fim da tua carreira, deixou de existir. Os jogadores são assediados por outros agentes com compensações, para virem para as suas agências, porque também esses fazem o seu próprio “scout” relativamente ao potencial talento e ao que eles podem render futuramente. Houve um corte de uma relação umbilical com aquele agente que descobriu o talento e ficou até ao fim da carreira. Os jogadores agora são assediados por outros agentes e vemos por isso muitos câmbios. Esse é o primeiro fenómeno. O segundo, é que os fundos começaram a comprar as agências de jogadores. Portanto, há basicamente um, dois, três fundos que dominam praticamente 20 agências de futebolistas. E esse é o novo veículo pelo qual poderemos ver ainda mudanças mais dinâmicas e específicas entre clubes, pelos interesses de determinados fundos em colocar determinados jogadores em determinados clubes. Portanto, tudo novas problemáticas e novos fenómenos».
O dirigente portista garantiu ainda que o FC Porto deixou de trabalhar com agentes preferenciais:
«Não há agentes preferenciais? Não, deixou de haver. É o representante do atleta, basicamente».

