André Villas-Boas escreveu para a revista Dragões e destacou a temporada e o sucesso desportivo do FC Porto nas várias frentes.
André Villas-Boas escreveu na revista Dragões do mês de maio, que coincidiu com a conquista do campeonato nacional por parte do FC Porto. O presidente dos dragões destacou vários pontos da temporada 2025/26, incluindo Francesco Farioli, e falou também sobre o sucesso nas modalidades e no futebol feminino.
André Villas Boas começou por deixar elogios a Francesco Farioli:
«Chegou, viu e venceu. Percebeu rapidamente o que é o FC Porto, o que é o Porto e o que significa carregar este símbolo num país que tantas vezes tenta empurrar o Norte para a margem e a nossa ambição para a exceção. Ele não veio para se adaptar ao ruído. Veio para respeitar o nosso ADN. E adaptou-se. Com altruísmo. Com exigência. Com coragem. Com detalhe. Com uma capacidade rara de orientar e motivar um grupo inteiro para o sucesso. Este 31.º título tem a marca coletiva do plantel, mas tem também a marca de um treinador que soube criar unidade, foco e crença, mesmo quando o caminho apertou», começou por dizer.
«O FC Porto mudou muito de uma época para a outra. Entraram e saíram muitos jogadores e aqueles que aqui chegaram cedo perceberam a nossa ambição e a exigência diária de representar este Clube. Destaco também aqueles que transitaram da época passada para esta e que, dentro de si, se transformaram pessoalmente e profissionalmente para, com rigor e disciplina, darem o máximo de cada um por esta vitória. Bem hajam!»
O presidente do FC Porto destacou as temporadas de Diogo Costa e a Victor Froholdt:
«Parabéns ao Diogo Costa por ter liderado esta equipa exemplarmente esta época e ao Victor Froholdt por ter conquistado o prémio de melhor jogador e melhor jovem jogador do campeonato.»
André Villas-Boas comentou as saídas de Seko Fofana, Thiago Silva, Terem Moffi e Luuk de Jong e o impacto que tiveram na conquista do FC Porto:
«O fim de época traz sempre despedidas. E estas despedidas ficam gravadas na memória porque deixam marcas humanas e desportivas. Thiago Silva, Luuk de Jong, Moffi e Fofana contribuíram, e muito, para a conquista do título. Mas quero destacar Thiago Silva, pela sua humanidade, pelo exemplo, pela forma como se entregou a este Clube, por ter vindo fechar uma ferida que estava aberta desde 2004. Obrigado, do fundo do coração, por teres regressado ao FC Porto».
O dirigente dos dragões destacou a temporada 2025/2026 da formação do FC Porto:
«Na Formação, somos Campeões Nacionais de Sub-19 e Sub-17! Isto não é um detalhe. É o jogador formado no Porto a voltar a impor-se. É a confirmação de um projeto formativo que queremos cada vez mais forte, mais estruturado, mais exigente e mais próximo dos nossos miúdos. E estes títulos mostram-nos que estamos a fazer bem. Os meus parabéns a toda a estrutura técnica e aos jogadores de ambos os escalões, mas sobretudo ao José Tavares, Diretor da Formação, que em dois anos transforma profundamente a formação do FC Porto».
André Villas-Boas não esqueceu o futebol feminino e as modalidades:
«No futebol feminino, somos Campeões Nacionais da Segunda Divisão, com subida à Primeira Liga, e chegámos à final da Taça no Jamor, que ficou marcada por uma excelente exibição, em reflexo de tudo o que elas nos deram esta época, desde o jogo ao desejo, à intensidade e à atitude. E houve até quem, do lado de lá, tivesse de olhar para as bancadas para golear em assistência. Um patético lembrete daquela sobranceria de grandeza que, durante anos, se instalou no masculino, até perceberem a força do FC Porto, o que ele se tornou e aquilo que, muito em breve, também se tornará no futebol feminino. O FC Porto entrou para ficar. E entrou para competir. E quando o FC Porto entra para competir, muda o contexto», começou por dizer.
«Nas modalidades, continuámos a ganhar. Somos Campeões Nacionais de voleibol feminino e conquistámos a dobradinha. Isto é ecletismo com ambição. É trabalho com seriedade. É Porto em todo o lado. Parabéns às atletas, equipas técnicas, aos nossos patrocinadores, Nici e Cotesi, e a toda a estrutura das modalidades, ao Mário Santos, que sustenta vitórias e constrói cultura. E não ficámos por aqui: somos campeões europeus de hóquei em patins pela quarta vez. Esta equipa tem sido um orgulho enorme esta época. Hóquei de excelência, que encanta, virado para o ataque, em que o mesmo grupo de jogadores se reinventou, de novo, sob a liderança do Paulo Freitas, para tocarmos o céu mais uma vez com esta conquista. Parabéns a todos».
Por fim, o presidente do FC Porto abordou o projeto do Centro de Alto Rendimento:
«E enquanto celebramos, continuamos a construir. Porque vencer é um momento, mas sustentar a vitória é um projeto. O evento da primeira pedra do Centro de Alto Rendimento foi mais do que simbólico. Foi uma declaração de futuro. Nos próximos meses, com as movimentações de terras e o trabalho que temos pela frente, estamos a dar corpo a um projeto fundamental para o FC Porto. Um projeto que reforça a nossa capacidade de formar, desenvolver, recuperar e potenciar talento».

