Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, que contou com vários convidados. António Simões esteve presente.
Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Braca, organizada pela Rádio Renascença que contou com várias figuras públicas ligadas ao desporto. António Simões destacou o seu golo frente ao Brasil no Mundial de 1966.
«Sei que pertenço uma história, mas que graça tem isto se a gente não fala dela ter respeito pela história assim não perdemos identidade, não era muito comum marcar de cabeça, eu comecei a jogada, driblei, que era uma coisa que por acaso não sabia fazer, eu entrego a bola e sem ângulo bateu- lhe no peito e parecia fiquei convencido que fiz aquilo que tinha de fazer, fiz um chapéu, a bola veio morta, assim ela nuca vai sair com forca, mas saiu muito bem, é um momento único estar num campeonato do mundo. Foi uma vitória fantástica perante o Brasil».
A antiga glória do Benfica fez questão de falar também sobre a cultura desportiva em Portugal:
«As duas finais da Taça dos Campeões Europeus em que o Benfica sofreu os cinco golos perante o Barcelona são de jogadores húngaros; os melhores jogadores eram húngaros. Grandes jogadores espalhados pelos grandes clubes. A maior ausência grave do futebol português é a cultura desportiva; quando falamos de parcerias, ainda não existe entertainment; não há cultura desportiva, há 50 anos que estou a dizer a mesma coisa».
António Simões elogiou Cristiano Ronaldo:
«O senhor Cristiano Ronaldo não tinha nada a ver com as costas do treinador. O Éder é que fez diferença. Tivemos a felicidade do Ronaldo se ter lesionado. Quando perdemos um jogo, o melhor jogador é sempre aquele que não jogou. Isto é verdade. O futebol é isto mesmo».

