Arthur Cabral superou uma fase difícil no Botafogo, destacou a importância da saúde mental e elogiou o treinador Franclim Carvalho.
Arthur Cabral atravessa um excelente momento de forma no Botafogo, somando já nove golos em 2026, com destaque para um recente hat trick na vitória frente ao Corinthians. Numa entrevista concedida ao Globoesporte, o avançado abordou a importância da saúde mental após superar uma dura seca de golos:
«A principal função do ponta de lança é fazer golos. Quando passamos um, dois, três, quatro jogos sem fazer golo é complicado. Parece que a bola está a fugir de nós», confessou, admitindo que «a falta de confiança no dia a dia faz diferença».
Questionado sobre a possibilidade de recorrer a acompanhamento psicológico, à imagem de Richarlison, o ex-Benfica foi sincero:
«Já pensei em ter, mas não me senti confiante e confortável para me abrir (…). Quem está dentro do futebol sabe a pressão e a dificuldade que passamos, é muito subestimada».
O ponto de viragem e o alívio chegaram com os recentes tentos decisivos, especialmente o hat trick frente ao emblema paulista:
«Foi fantástico, um dia ímpar. Foram três golos numa partida importante, contra uma equipa gigante».
A fase goleadora coincide com a aposta na dupla de ataque promovida pelo novo técnico, Franclim Carvalho, que substituiu Anselmi.
«Nós gostávamos do Anselmi, mas infelizmente não funcionou. Tivemos uma sequência de resultados muito má», esclareceu o atleta, elogiando as novas dinâmicas táticas do emblema carioca:
«Tenho gostado do trabalho dele [Franclim]. (…) Jogamos com dois avançados, o que divide a responsabilidade e dificulta para os defesas. Gosto muito de jogar assim», rematou o ponta de lança brasileiro.

