As perguntas do Bola na Rede a Rui Borges e Carlos Carvalhal após o Braga x Vitória SC

- Advertisement -

O Bola na Rede esteve presente no dérbi do Minho, entre Braga e Vitória SC, o jogo grande da quinta jornada da Primeira Liga. O nosso site fez perguntas aos dois treinadores.

Rui Borges e Carlos Carvalhal responderam ao Bola na Rede, na conferência de imprensa de pós-jogo do Braga x Vitória SC. O encontro terminou com um triunfo de 2-0 para os vimaranenses e ambos os treinadores analisaram taticamente a partida.

Lê, em baixo, as duas perguntas do Bola na Rede:

Bola na Rede: Houve 10 minutos muito importantes no jogo. Depois dos golos e da expulsão, ia colocar Roger Fernandes, mas acabou por decidir mantê-lo no banco. Qual era o plano tático e o que estava a pensado e nestas trocas qual o objetivo de colocar o João Ferreira como central tendo o Paulo Oliveira no banco?

Carlos Carvalhal: A situação é que tínhamos de equilibrar a equipa atrás, não podíamos só jogar com dois defesas. Quanto à situação do João Ferreira e do Paulo Oliveira, estávamos a perder, o João é um jogador que fez uma época a jogar numa linha de 3 pela direita e aberto também. Portanto conhece as duas posições muito bem. Tínhamos de arriscar, o João transporta bem a bola, é um lateral que podia chegar à frente e fê-lo muito bem. Foi opção que me pareceu mais adequada. Mantemos confiança no Paulo Oliveira. Quanto ao Roger (que era para entrar, mas acabou por ficar mais um pouco no banco), teve a ver com a necessidade de equilibrar primeiro e depois tentar arranjar algumas soluções que nos permitissem ser competitivos e ameaçar a baliza do Vitória SC.

Bola na Rede: Tem sido um início de época onde muito se tem falado do brilho do Vitória SC com bola e do volume ofensivo mas hoje, principalmente na primeira parte, foi o registo defensivo que saltou à vista com o Vitória SC a ter menos bola, mas a dar a sensação de estar sempre confortável com coberturas próximas e capacidade de proteger o espaço central levando o Braga para os corredores. Quão importante é ter esta eficiência no momento defensivo para depois soltar o talento na frente?

Rui Borges: Acho que a primeira parte foi equilibrada. O Braga a partir dos 30 minutos teve um pouco mais de bola, mas até ali foi bastante equilibrado o jogo com as duas equipas a encaixarem uma na outra, a respeitarem-se e a perceberem que em pequenos momentos e em pequenos espaços tanto uma equipa como a outra têm qualidade para decidir o jogo. Respeitaram-se mutuamente, mas nós fomos perdendo tomadas de decisão, muitas bolas e muito jogo interior, o que não queríamos. Mas mesmo assim não deixámos criar qualquer oportunidade, penso eu. O processo defensivo para mim é tão importante como qualquer outro momento de jogo. Para mim torna-se fácil quando eles acreditam na minha ideia de jogo, no meu discurso, na minha palavra, naquilo que eu peco. E eles acreditam muito nisso. Em todas as semanas eu dou tanto significado ao momento defensivo como ao momento ofensivo porque todos são importantes. A equipa que estiver mais equilibrada em todos os momentos do jogo – a transição ofensiva e defensiva, bolas paradas, onde hoje fizemos mais um golo – ganha mais vezes. E é isso que eles têm feito. Nos últimos 15 minutos da primeira parte com um bloco mais médio-baixo, mas sem criar muito, entrar na nossa área ou criar oportunidades. Na segunda parte fomos claramente superiores, entrámos muito bem e definimos um ou outro pormenor em relação ao que estávamos a fazer na primeira parte com bola. Eles assentam, acreditam nisso e na segunda parte fomos claramente superiores em todos os momentos do jogo ao longo de 35/40 minutos. Caímos um pouco nos últimos 10 minutos, o jogo ficou um bocadinho partido com a malta mais cansada, mais perdas de bola e mesmo assim não deixámos criar qualquer situação de perigo ao adversário. Por tudo o que fizemos na segunda parte, com uma primeira parte equilibrada e um 0-0 justo ao intervalo entre duas boas equipas, competitivas e a querer ganhar apesar da estratégia encaixar uma na outra. Nós tínhamos bem definido o que queríamos, o grupo acreditou nisso, fê-lo e melhorou na segunda parte, onde fomos donos do jogo. A vitória acaba por ser justíssima.

Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

Subscreve!

Artigos Populares

Como 1907 vence AS Roma e distancia-se dos giallorossi na Serie A

O Como 1907 recebeu e venceu a AS Roma por duas bolas a uma durante este domingo, num encontro da 29.ª jornada da Serie A.

Uma dura luta pela subida | Belenenses 3-2 Varzim

Belenenses e Varzim sabiam que qualquer resultado que não a vitória poderia ser um obstáculo ao sonho da subida

Bruno Fernandes faz história e bate recorde de David Beckham

Bruno Fernandes bateu o recorde de assistências de David Beckham numa só época pelo Manchester United. O médio português chegou aos 16 passes para golo na vitória frente ao Aston Villa.

Nuno Espírito Santo: «Estou orgulhoso de ver os meus jogadores a sofrer»

Nuno Espírito Santo reagiu ao empate do West Ham com o Manchester City. O português referiu que está contente com o sofrimento da sua equipa.

PUB

Mais Artigos Populares

Leonardo Jardim elogiou atitude do Flamengo na vitória sobre o Botafogo de Martín Anselmi: «A equipa está a evoluir»

O Flamengo venceu o Botafogo por 3-0. Leonardo Jardim elogiou a entrega dos seus jogadores e destacou a evolução da equipa.

Lyon de Paulo Fonseca não vai além do empate frente ao Le Havre

O Lyon de Paulo Fonseca empatou a zero na visita ao Le Havre, que terminou com dez jogadores após a expulsão de Zagadou. O lesionado Afonso Moreira foi baixa na equipa gaulesa.

Liverpool empata frente ao Tottenham e Igor Tudor está com o futuro indefinido

O Liverpool e o Tottenham empataram a uma bola durante este domingo, num encontro da 30.ª jornada da Premier League.