Bruno Lage responde ao Bola na Rede: «Temos de ter possibilidade de variar o posicionamento inicial dos jogadores»

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Bruno Lage analisou o encontro entre o Estrela da Amadora e o Benfica. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede.

O Benfica venceu o Estrela da Amadora por 3-2 na 20ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio José Gomes e, no final do encontro, teve a possibilidade de colocar uma questão a Bruno Lage, treinador das águias.

Podes ver AQUI a pergunta e a resposta a José Faria, técnico do Estrela da Amadora.

Bola na Rede: Quando chega cria uma dinâmica muito forte à esquerda com o Álvaro Carreras mais baixo e o Akturkoglu a entrar de fora para dentro. Com a titularidade do Schjelderup, o extremo passa a jogar mais vezes dentro e o lateral por fora. Hoje o Akturkoglu volta a ser titular nesse papel por dentro. O que pretende do extremo nesta posição e, nesta dinâmica do corredor esquerdo, o Kokçu, que tem muita importância na saída de bola, com a presença do Manu Silva pode ser libertado destas zonas para jogar um bocadinho mais à frente no campo?

Bruno Lage: Você tramou-me. O que disse está tudo certo e nós temos as possibilidades de fazer as duas coisas e também jogar como disse, e não vou repetir porque se calhar pouca gente entende o que disse e o que eu vou dizer. É também olhar em função do adversário. Viu como o Estrela joga, com os três homens da frente, e o tipo de pressão que podem fazer. Vou eu baixar o Álvaro Carreras para a pressão estar visível à frente do avançado do Estrela ou vou criar uma dinâmica em que os jogadores apareçam nos sítios? Ou o Álvaro estava baixo ou estava outro jogador com esse posicionamento, como você percebeu. Quem é que fez esse posicionamento hoje, de saída a 3?

Bola na Rede: Muitas vezes o Orkun Kokçu.

Bruno Lage: Correto, é isso. Ter as mesmas dinâmicas com posicionamentos diferentes para que não sejamos previsíveis na nossa organização. Você entende, porque fez uma questão muito interessante, e vai entender quando eu digo que precisamos de tempo para criar estas dinâmicas e depois de ter uma, dar-lhe uma segunda, uma terceira, uma quarta porque o adversário tem sempre um sistema diferente, uma forma de pressionar diferente, uma maneira de defender diferente. Temos de ter possibilidade de variar o posicionamento inicial dos jogadores para ir ao encontro da dinâmica que queremos. Queremos uma dinâmica ofensiva, em que se criem imensas oportunidades de golo.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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