Carlos Vicens fez a antevisão ao encontro da 27.ª jornada da Primeira Liga, no qual o Braga vai receber o líder FC Porto às 20h30 do próximo domingo.
Às 20h30 do próximo domingo, o Braga recebe o FC Porto num encontro relativo à 27.ª jornada da Primeira Liga. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, Carlos Vicens começou por referir que espera um jogo difícil em vários aspetos:
«Vai ser um jogo físico, sem dúvida. Sabemos que o FC Porto está aí, tem os números que tem, é uma equipa agressiva, tem um registo defensivo extraordinário e é muito difícil ganhar-lhes. Tem uma implicação coletiva importante na defesa, rapidez nas alas e no jogo direto também causa danos. São muitos argumentos para estarmos concentrados, num jogo de alto nível, como no Dragão, e a eficácia vai ser determinante. É muito difícil criar ocasiões de golo e precisamos de eficácia. Temos de fazer um jogo de alta prestação, sermos nós mais do que nunca, ter a nossa identidade».
Questionado sobre a pressão colocada sobre os dragões pela classificação, o técnico respondeu:
«Não sei, tem de lhes perguntar a eles. É uma equipa que faz jogos físicos, agressivos, de contacto, tem rapidez na transição e quando chega à área vai com determinação. Tem uma intenção coletiva clara de não sofrer golos e tem registos defensivos muito bons. Muito vai depender do nível de acerto na nossa área e na área rival, teremos de ser agressivos, determinados e ‘finos’ na hora de concretizar, porque não é fácil criar oportunidades a este FC Porto. Temos de ser nós, mostrar uma grande versão, uma grande energia e ser Sp. Braga, num ambiente que espero que seja extraordinário».
Falou ainda sobre a mentalidade que o Braga precisa de ter para bater o FC Porto:
«Não sei o nível de foco deles comparado a outros jogos. Sei que é uma equipa difícil, está por mérito está onde está, e temos de oferecer uma versão muito, muito boa para tentarmos vencer. Temos de ter uma mentalidade competitiva de topo e dar o nosso máximo. Só assim podemos estar perto da vitória. (…) Espero que seja um dos nossos melhores jogos porque só assim estaremos mais perto da vitória».
Carlos Vicens abordou também o regresso de Ricardo Horta à convocatória da Seleção Nacional:
«Estamos contentes por Ricardo e pela época que está a fazer. Não acho que isto seja um prémio, é errado dizer isso, mas sim uma resposta à sua temporada de altos registos, de muita dedicação, de trabalho muito duro. (…) Eles é que jogam e estou aqui apenas para os ajudar. São chamados vários às respetivas seleções e são eles que merecem essa recompensa pelo trabalho que fazem».
De seguida, garantiu que está focado na Primeira Liga:
«O foco está na Liga, portanto, nem penso noutra coisa que não seja competir o melhor possível amanhã com o FC Porto, porque exige muito, alto nível».
Reforçou que os gverreiros precisam de melhorar o processo defensivo:
«Sim, sem dúvida. Temos de melhorar no processo, pressão alta, nas bolas paradas, na defesa, em conceder menos golo e criar mais situações de golo. Não na próxima época, mas sim já, dando esse passo à frente. Temos um calendário super apertado e estamos muito focados em todos os aspetos, em ser uma equipa mais competitiva».
O técnico espanhol relembrou a derrota por 2-1 na primeira volta:
«A equipa terminou muito cansada, mas muito feliz, como se viu no campo, com os jogadores esgotados fisicamente e no aspeto emocional. O nível de exigência contra a equipa que está em primeiro lugar é elevado e o nosso foco tem de ser o mais alto de sempre, porque sabemos que vai ser muito exigente. Quanto ao resultado da primeira mão, não há que pensar nisso. Passou muito tempo. Conta tudo o que se passou, não só esse jogo, porque vão todos os jogos e a respetiva aprendizagem na mochila. Não estou à espera de criar 17 oportunidades de golo… Hoje em dia tens de ter acerto contra equipas em que a margem de distinção é mínima, os jogos resolvem-se nos detalhes e temos de afinar bem nas ocasiões que criarmos, tal como fizemos na quarta-feira e que, por exemplo, não conseguimos fazer na Hungria.».
Por fim, refletiu sobre o facto de ter mais um dia de descanso que o adversário:
«São 24 horas de diferença, não acho que seja por aí. No outro dia acabámos fatigados, calor não ajudou, vamos ver quantos jogadores repetem a titularidade no FC Porto, devem ser três ou quatro, e da nossa parte ainda não decidi».
