Duarte Gomes fala sobre saída da direção técnica de arbitragem: «Não era possível restaurar a confiança institucional»

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Duarte Gomes esclareceu os motivos da sua demissão da direção técnica de arbitragem e assegurou total disponibilidade para prestar esclarecimentos às autoridades.

Duarte Gomes pronunciou-se esta quarta-feira, através de um comunicado publicado nas redes sociais, na sequência da investigação do Ministério Público relacionada com os motivos que levaram à sua demissão do cargo de diretor técnico nacional de arbitragem da FPF. O antigo árbitro garantiu que nunca tornou públicos nomes ou factos concretos sobre o caso e esclareceu que atuou sempre pelos canais institucionais.

Segundo explica, a decisão de abandonar o cargo surgiu após ter recebido informações de um árbitro do futebol profissional que levantaram «preocupações institucionais». Depois de realizar diligências internas, concluiu que já não existiam condições para manter a confiança necessária ao exercício das funções, optando assim pela demissão.

Na mesma nota, Duarte Gomes assegura que nunca colocou em causa a honra ou o bom nome de qualquer pessoa ou instituição e manifesta total disponibilidade para colaborar com as autoridades, afirmando que prestará todos os esclarecimentos que lhe forem solicitados sobre os factos que motivaram a sua saída.

Eis o comunicado de Duarte Gomes na íntegra:

«Na sequência de notícias hoje tornadas públicas a propósito da minha demissão das funções de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, entendo ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:

1. No final da época passada, um árbitro de futebol profissional partilhou comigo um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram-me preocupações institucionais muito relevantes.

2. Perante esse conhecimento, entendi ser meu dever institucional proceder às diligências que considerei adequadas e que foram conduzidas com reserva, neutralidade e transparência.

3. O objetivo dessa iniciativa foi esclarecer internamente toda a situação e aferir se se encontravam reunidas as condições de tranquilidade indispensáveis ao normal exercício das minhas funções.

4. Após o decurso dessas diligências, concluí que não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho do meu cargo.

5. Por essa razão e entendendo que a minha continuidade em funções seria incompatível com os princípios e valores que sempre pautaram a minha vida, tomei a decisão de me demitir.

6. A formalização dessa decisão e dos respetivos fundamentos, foi efetuada em circuito restrito e exclusivamente institucional, de forma reservada, através de correio eletrónico dirigido ao Sr. Presidente do Conselho de Arbitragem, com conhecimento aos restantes membros daquele órgão.

7. Em nenhum momento coloquei em causa a honra, o bom nome ou a reputação de qualquer pessoa, instituição ou membro dos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Futebol ou do Conselho de Arbitragem.

8. Nunca tornei públicos nomes, factos concretos ou circunstâncias específicas relacionadas com esta matéria.

9 – Se for esse o caso, estarei totalmente disponível para prestar todos os esclarecimentos adicionais que me forem solicitados pelas entidades competentes, relativamente aos factos de que tomei conhecimento e aos motivos que determinaram a minha renúncia».

Redação BnR
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