O Sporting venceu o CD Nacional por 2-0 na 5.ª jornada da Primeira Liga. Eis os cinco destaques da vitória leonina.
Maxi Araújo: É impressionante a capacidade que o lateral esquerdo uruguaio tem para se meter por dentro e atacar espaços interiores. Na teia de compensações e permutas posicionais, há sempre alguém que vem fora para Maxi atacar o espaço em terrenos interiores. Chega de trás para a frente, como elemento surpresa, e com muito dinamismo e vertigem nas ações. Conquistou um penálti num lance deste tipo.
Geny Catamo: Quer quando a bola vai rasgadinha de Fresneda ou Debast, quer quando vem do outro lado do campo, à procura de uma zona menos congestionada, o moçambicano cria sempre qualquer coisa. Recebe a bola, mete-a no pé esquerdo e começa um baile cada vez mais indecifrável. Se antes dançava quase sempre a mesma dança, agora mistura tango com samba e kizomba. Está num momento de forma de profundo acerto nas ações e decisões, o que ajuda a ser mais destaque.
Luis Suárez: Está em crescendo na temporada e fez mais uma exibição consistente. Está cada vez mais formatado para jogar a dois ritmos: ou o das diagonais curtas para atacar as costas da linha defensiva, ou o da mobilidade, do arrastar de defesas e da procura de apoios frontais e de combinações como uma espécie de vagabundo, papel que já lhe assiste muito mais vezes na temporada. Juntou-lhe um golo, sempre importante para um avançado.
Zeno Debast: A aposta na dupla de centrais passadores em jogos de domínio claro de jogo e de posse tem corrido muito bem a Rui Borges. O central belga é o defesa mais criativo do futebol português e farta-se de arranjar soluções e de quebrar linhas com o passe. O segundo golo dos leões está na conta do belga. Impressionante a facilidade como calibra o passe e como as coordenadas pensadas acabam por ser sempre as coordenadas onde a bola vai parar.
Stavros Gavriel: Exibição esclarecedora na primeira titularidade pelo CD Nacional. Não definiu sempre bem e, até por isso, não foi capaz de criar mais situações de perigo, mas foi o principal escoador de jogo dos madeirenses. Tem nos pés um perfume com aroma de Mediterrâneo, com boa receção e toque em espaços curtos e tendência dribladora. Com melhor definição, a louça será outra.



