O Torreense venceu o Fafe por 2-0 e está no Jamor. Eis os seis destaques do jogo da meia-final da Taça de Portugal.
Javi Vázquez: O corredor esquerdo do Torreense foi o grande destaque do jogo e, para tal, foi fundamental a ação do lateral espanhol. Fez constantemente o vaivém pelo corredor, mas não se limitou a marcar presença. Jogou por dentro e por fora, tabelou constantemente e provocou perigo constante através de cruzamentos. Um perigo à solta também nas bolas paradas. Não é de estranhar que tenha sido do lateral espanhol a assistência para o jogo, embora não tenha sido o mais convencional dos cruzamentos.
Dany Jean: Se Bille Jean, uma das mais famosas músicas de Michael Jackson, mete o lendário cantor, como um dia vaticinou Vítor Bruno, a fazer a carreira a andar para trás, Dany Jean, seu homónimo de apelido é o inverso. Sempre a andar para a frente, com capacidade para combinar com Zohi e gás nas pernas. Fez da velocidade e do desequilíbrio as maiores armas, num jogo em que deixou pormenores de qualidade.
Alejandro Alfaro: Para completar o corredor esquerdo do Torreense, o cérebro e a engrenagem do jogo do emblema de Torres Vedras. Partindo do meio-campo como segundo médio, mas muitas vezes lateralizando posição para ver o jogo de frente e organizar a saída de bola, numa segunda altura, deu pausa e timing ao Torreense. Foi o mais destacável dos médios da equipa da casa.
David Bruno: Marcou o golo do Torreense e foi decisivo no jogo. Quando já muitos cogitavam um prolongamento no Manuel Marques, o lateral direito apareceu perto da área onde marcou um golo de antologia e daqueles para recordar mais tarde. Além da forma perfeita como acertou na bola, fez um jogo muito certinho e marcado pela consistência.
Filipe Cardoso: O capitão do Fafe foi crucial nas transições e nos momentos de organização da sua equipa, permitindo o dinamismo e fazendo variar o posicionamento da sua equipa. Com bola, era o primeiro médio de um 4-3-3 padrão; sem bola, incorporava no meio dos centrais, para permitir maior conforto num 5-4-1. Soube sempre ajustar na altura certa e conseguiu evitar os desequilíbrios que um ajuste poderia trazer.
João Santos: Foi o primeiro jogador a ser substituído, já quase aos 70 minutos, mas a saída não se motivou por questões exibicionais, mas sim pelo enorme desgaste a que foi sujeito. Se o Fafe sabia que ia ter menos bola, sabia também que, quando a tinha, o ponta-de-lança era uma alternativa fácil para tentar provocar algo. Num jogo muito combativo e marcado por um duelo intenso com Mohamed Ali-Diadié, a quem conseguiu forçar um amarelo, esteve sempre ativo.



