Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, que contou com vários convidados, Fernando Santos esteve presente.
Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença, que contou com várias figuras públicas ligadas ao desporto. Fernando Santos alou sobre Cristiano Ronaldo e os minutos finais do Euro 2016.
«Em relação ao Cristiano, foi um momento único. A questão do Cristiano: o que ele tentou fazer era — eu já estava cansado de falar — eu dizia uma coisa e ele gritava mais alto. Não fez diferença nenhuma ele só me empurrava e diz oh velho já ganhámos já ganhámos. O Raphael lesiona-se e eu precisava que o Nani ficasse em campo. Era a emoção do jogo, é normal estas coisas acontecem. Tenho um enorme respeito a Cristiano Ronaldo e todos temos de ter esse respeito».
O antigo selecionador fez referencia ao remate de Eder que ditou o golo de Portugal frente à França:
Naquele momento, houve pessoas a dizer: ‘não chutes e ele tinha de chutar’ Ele entra aos 75 minutos da segunda parte. O Éder entra e o jogo altera-se, Portugal começa a ser superior durante o jogo, Há um momento difícil com uma bola no poste. Muita gente duvidou da entrada do Éder. As pessoas esqueceram-se que no caso de necessidade o treinador tem de fazer isso e o Éder é um jogador mais fixo de área».
O treinador falou do dia em que venceu o Euro 2016:
«Foi um dia tenso, mas em que fiz as minhas rotinas normais, fui à missa de manhã, depois, a preparação para o jogo, pensar no que eu ia comunicar aos jogadores, pensar na arrogância da França naquele dia e criar condições para vencer e dar as condições. Íamos ter ali a final e íamos ganhar; ela estava muito perto e, na diáspora, foi um momento importante e significativo. Não me lebro de nada. Queria festejar com a minha família, mas me deixaram quando ia a subir para receber a taça. Estava lá uma noiva; fiquei maluco. E pensei: está tudo maluco da cabeça. Um casal grego tinha acabado de casar e foi dar os parabéns. Eu acho que todos nós estamos sintonizados e Portugal sempre acreditou que é possível vencer; há seis ou sete equipas que podem vencer e são candidatos. Nós temos essa ambição e a qualidade do futebol português. O que eu desejo é que Portugal possa dar-nos uma grande alegria no Mundial».

