Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português recordou etapa no Casa Pia e aposta no 3-4-3.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português falou da mudança para o 3-4-3 no Casa Pia e para a afirmação deste sistema tático nos gansos.
«Se calhar a situação mais vincada, provavelmente, é a minha passagem de uma linha de 4 para uma linha de 5 no Casa Pia. Nós, no Casa Pia, no primeiro ano, jogámos com uma linha de 4. Depois no segundo ano, no ano da subida, passámos para uma linha de 5 derivado a algumas debilidades que estávamos a ter, principalmente na bola parada. Estávamos com dois centrais muito competentes e o Zach Muscat estava a complicar-nos bastante a vida, porque ele trabalhava muito. Os outros dois centrais também estavam muito bem. Na altura tínhamos um Leonardo Lelo que ainda vinha de um contexto um bocadinho diferente e ainda estava com algumas dificuldades de fechar uma linha de 4. O próprio Lucas Soares, que está agora no Santa Clara, também era um extremo adaptado. Aliás, começou a época como extremo e nós sentimos que poderia também ser um bom lateral. Ou seja, houve ali uma série de nuances que nos fizeram mudar para uma linha de 5. Outro fator que achei que poderia trazer também uma evolução à equipa era a questão da bola parada. Nós estávamos a sofrer muitos gols de bola parada e optámos pela inclusão de um elemento não tão alto, porque o Zach até nem é um central muito alto, mas é um jogador que tem capacidade no jogo aéreo, é fiável defensivamente e também ofensivamente na bola parada. Acabámos por achar que essa mudança poderia fazer um upgrade à equipa. Isso tem muito a ver com o facto de termos algumas debilidades na equipa, mas também termos um jogador que quase nos estava a obrigar a repensar as coisas. Acho que nesse ano foi um fator decisivo e que depois ficou».
«Não gosto muito de estar a falar muito do meu passado relacionado com o presente, posso estar a querer confundir as coisas. Parece que me estou a vangloriar, mas acho que sim. Acho que até mesmo a base no Casa Pia foi sempre o 3-4-3, à exceção, salvo erro, do Pedro Moreira, que tentou implementar a linha de 4. Mesmo o próprio Álvaro [Pacheco] não estava muito habituado. Não me lembro do Álvaro jogar com linha de 5, sinceramente. Não me lembro assim de cabeça, mas acho que isso também tem a ver um bocadinho com aquilo que foi a fundação do Casa Pia. Este projeto foi feito de raiz, e algumas pessoas que me ajudaram a desenvolver esse processo na altura ainda estão dentro do clube. Acho que se criou muito essa identidade do 3-4-3, que até hoje está lá bem evidente e bem patente».
Lê a entrevista de Filipe Martins na íntegra.

