Publicidade

Filipe Martins recorda influência no Casa Pia: «Acho que se criou muito essa identidade do 3-4-3, que até hoje está lá bem evidente e bem patente»

Diogo Ribeiro · 2 min

Filipe Martins Casa Pia
Foto: Cláudia Figueiredo / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português recordou etapa no Casa Pia e aposta no 3-4-3.

Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português falou da mudança para o 3-4-3 no Casa Pia e para a afirmação deste sistema tático nos gansos.

«Se calhar a situação mais vincada, provavelmente, é a minha passagem de uma linha de 4 para uma linha de 5 no Casa Pia. Nós, no Casa Pia, no primeiro ano, jogámos com uma linha de 4. Depois no segundo ano, no ano da subida, passámos para uma linha de 5 derivado a algumas debilidades que estávamos a ter, principalmente na bola parada. Estávamos com dois centrais muito competentes e o Zach Muscat estava a complicar-nos bastante a vida, porque ele trabalhava muito. Os outros dois centrais também estavam muito bem. Na altura tínhamos um Leonardo Lelo que ainda vinha de um contexto um bocadinho diferente e ainda estava com algumas dificuldades de fechar uma linha de 4. O próprio Lucas Soares, que está agora no Santa Clara, também era um extremo adaptado. Aliás, começou a época como extremo e nós sentimos que poderia também ser um bom lateral. Ou seja, houve ali uma série de nuances que nos fizeram mudar para uma linha de 5. Outro fator que achei que poderia trazer também uma evolução à equipa era a questão da bola parada. Nós estávamos a sofrer muitos gols de bola parada e optámos pela inclusão de um elemento não tão alto, porque o Zach até nem é um central muito alto, mas é um jogador que tem capacidade no jogo aéreo, é fiável defensivamente e também ofensivamente na bola parada. Acabámos por achar que essa mudança poderia fazer um upgrade à equipa. Isso tem muito a ver com o facto de termos algumas debilidades na equipa, mas também termos um jogador que quase nos estava a obrigar a repensar as coisas. Acho que nesse ano foi um fator decisivo e que depois ficou».

«Não gosto muito de estar a falar muito do meu passado relacionado com o presente, posso estar a querer confundir as coisas. Parece que me estou a vangloriar, mas acho que sim. Acho que até mesmo a base no Casa Pia foi sempre o 3-4-3, à exceção, salvo erro, do Pedro Moreira, que tentou implementar a linha de 4. Mesmo o próprio Álvaro [Pacheco] não estava muito habituado. Não me lembro do Álvaro jogar com linha de 5, sinceramente. Não me lembro assim de cabeça, mas acho que isso também tem a ver um bocadinho com aquilo que foi a fundação do Casa Pia. Este projeto foi feito de raiz, e algumas pessoas que me ajudaram a desenvolver esse processo na altura ainda estão dentro do clube. Acho que se criou muito essa identidade do 3-4-3, que até hoje está lá bem evidente e bem patente».

Lê a entrevista de Filipe Martins na íntegra.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.