O FC Porto vai enfrentar o Arouca para a terceira jornada da Primeira Liga. Fica com declarações de Francesco Farioli na antevisão.
Francesco Farioli já fez a antevisão do FC Porto x Arouca, jogo a contar para a terceira jornada da Primeira Liga. Entre os temas, o técnico dos dragões abordou a fundo a saída de Rodrigo Mora para a AS Roma:
«As últimas semanas têm sido cheias de diferentes opiniões e hoje tenho notas. Primeiramente, a decisão e o facto de o Rodrigo ter saído é uma decisão financeira. Os 50 milhões que se fala representam um grande valor líquido e uma das maiores vendas, top-5, da história do FC Porto. Por isso, foi uma grande oportunidade de mercado, que trouxe muito dinheiro para um clube como o FC Porto, que precisa de vender para continuar em frente. Segundo ponto: sobre os minutos e quanto jogou. Porque ouvi dizer que ele era a minha terceira opção, ou que não o considerava para a equipa. Pelos nosso números, o Rodrigo jogou 1946 minutos totais e o Gabri jogou 2699 minutos. Na liga, 1177 minutos para o Rodrigo, 1622 minutos (Gabri Veiga). Na Europa League jogaram exatamente o mesmo, 433 minutos para o Rodrigo, 442 para o Gabri. Diria que a distância não é assim tanta. Presenças: 21 para o Rodrigo e 31 para o Gabri Veiga, o Rodrigo entrou 23 vezes do banco e o Gabri Veiga 17. E graças a deus, só falharam dois jogos cada por lesão. Quando tens dois jogadores no mesmo nível, tens de gerir consoante o jogo, o resultado. Acredito mesmo que foi uma época positiva para o Rodrigo, Primeiramente, deixa o clube como campeão, com mais dois títulos no currículo, com uma relação muito justa e honesta comigo. Tudo o que tem sido dito sobre eu tê-lo expulsado do clube é completamente falso. Acredito que tentei ajuda-lo da forma que eu vejo o futebol. Acho que o Rodrigo é um jogador mais completo, com o mesmo talento que tinha há 14 meses e hoje é um jogador de equipa. E tenho a certeza que aquilo que aprendeu este ano será muito bom para a sua carreira, o seu próximo capítulo na Roma, ou qualquer sítio que jogue. Um rapaz que tem sido amoroso connosco, um rapaz que não jogou no úçtiomo jogo porque a negociação estava muito avançada, um rapaz que antes do jogo com o Rio Ave chamei-o para lhe dizer que se não fosse necessário não ia utilizado porque o negócio estava quase fechado. E pedi-lhe para falar em frente ao grupo, antes de ir para o campo. O discurso foi só sobre o seu amor pelo FC Porto. Mais uma vez, um jogador que é muito jovem mas com muita liderança e com a capacidade de assumir responsabilidades. O discurso foi fantástico e ajudou-nos a ir para o campo e ganhar m ais um jogo e o seu papel e o que fez pelo FC porto foi muito positivo. E agora a única coisa que posso dizer é que desejo-lhe muito sucesso porque merece tudo do melhor na sua carreira».
«Cobertura da situação de Rodrigo Mora? Aprecio muito a atenção que a comunicação social de Lisboa deu a isto, não esperava que houvesse este amor pelo nosso menino. O que não gostei, e já falei sobre isso, foi a maneira como se falou de uma negociação de mais de 50 milhões de euros. Houve muito ruído lá fora, mas aqui as coisas sempre foram muito diretas. Falámos pessoalmente três ou quatro vezes nesta última semana. Nunca houve qualquer problema entre nós. Claro que não foi fácil para o Rodrigo nem para o grupo gerir algo com tanto ruído, mas agora faz parte do passado e seguimos em frente».
«Algum conselho para Rodrigo Mora? Sim, falámos muito nestes últimos dias. Foram conversas muito transparentes e honestas, com boas sensações. Foi tudo muito claro, não escondemos nada um do outro. Como podem imaginar, foi um momento muito particular para o Rodrigo porque teve a oportunidade de deixar o clube do coração. Acredito que é um passo muito bom para ele e desejo-lhe o melhor. Esta manhã acordei e li de imediato que andei a provocar as pessoas. Mas no momento em que vamos para um programa de televisão, como advogado, criar discussão e falar sobre algumas coisas, escrevendo também um artigo no Record… Acredito que há um conflito de interesses nesse momento. Mas toda a gente envolvida neste mundo, especialmente alguém que foi à universidade e estudou tanto, percebe o peso das palavras. Quando começamos a falar de sofrimento, de tristeza, a dizer que o Rodrigo foi ‘morto’ aos poucos pelo treinador… Acho que é preciso falar disso a certa altura. Uma das coisas que mais gostei de estudar na universidade foi o peso das palavras e a maneira como isso modifica a nossa maneira de pensar. E não gostei da maneira como as coisas foram geridas. Muito respeito pelo profissional, mas parece-me que o nível de profissionalismo não foi respeitado de certa maneira. Fechamos este assunto por aqui. Em relação ao Rodrigo, serei o seu primeiro apoiante e desejo-lhe o melhor».
O FC Porto x Arouca está marcado para este domingo, 23 de agosto, pelas 20h30 e terá lugar no Estádio do Dragão. Podes ler as restantes declarações de Francesco Farioli à respetiva partida.



