Francisco Neto e Carole Costa realizaram a antevisão ao embate com a Eslováquia no apuramento para o Mundial 2027.
O selecionador nacional, Francisco Neto, e Carole Costa estiveram presentes na conferência de antevisão ao segundo jogo de qualificação para o Mundial 2027 frente à Eslováquia. Ambos salientaram a possibilidade de a defesa-central atingir as 188 internacionalizações, tornando-se a mais internacional de sempre.
O técnico começou por destacar que seria um «número muito bonito», e não esqueceu Ana Borges:
«Não tenho dúvidas de que a Carole teria todo o prazer de atingir o marco com a Ana em campo»
De seguida, Francisco Neto desvalorizou o facto de a Eslováquia ocupar apenas o 51.º lugar no ranking:
«Temos o lado do ranking (22.º lugar) do nosso lado, mas também sabemos que, durante muitos anos, estivemos abaixo das outras e nunca foi isso que nos impediu de chegar às fases finais. Olhamos sempre com respeito para as equipas abaixo de nós, porque sabemos e já vivemos o que elas estão a viver: é uma equipa em crescimento, mas que tem a sua ambição».
Mencionou ainda que os adversários são uma equipa «bastante equilibrada, que sofre muito poucos golos», e lembrou a vitória sem golos sofridos frente à Finlândia:
«Fomos consistentes. Lembro-me de muito poucas vezes em que a Finlândia se tenha instalado no nosso meio-campo, tenha conseguido ter muita troca de bola no meio de nós. Não permitimos e isso para mim é muito importante».
O selecionador deixou também algumas daquelas que serão as chaves para o triunfo de Portugal no próximo encontro:
«Se conseguirmos ter uma rápida e agressiva reação à perda, se dermos passos em frente no momento de perda, se conseguimos recuperar o maior número de bolas possível no meio-campo adversário, vamos estar sempre mais protegidos atrás. Esta é a nossa identidade, é o nosso ADN. Temos de estar muito atentos e sabemos que não sofrendo golo estamos mais perto da vitória».
Por fim, enalteceu os números que apontam para as boas exibições da Seleção portuguesa:
«Temos métricas defensivas e de transição muito próximas do padrão máximo internacional. É este tipo de atitude e de comportamentos que queremos no jogo».
Carole Costa referiu que seria um orgulho alcançar a marca do 188 jogos com a camisola de Portugal:
«É um orgulho. Neste momento partilho esse número (187) com a Ana Borges, que é uma jogadora de grande renome do futebol feminino. Se amanhã jogar e atingir a marca dos 188, ficarei muito contente, mas para mim é muito mais importante as vitórias da equipa e marcar presença no Mundial»
Como uma das capitãs de equipa, abordou a integração das mais jovens:
«Isso cabe ao selecionador escolher. O que nos compete a nós é treinar ao máximo e ao mais alto nível. A verdade é que todas temos algo a acrescentar à equipa e as mais novas têm sido incríveis, têm-se adaptado muito bem. É engraçado como elas interagem connosco, perguntam: ‘Que métodos tens de recuperação? O que é que comes? A que horas te deitas?’. Ou seja, já são muito interessadas e já trazem uma bagagem que, em treino, é incrível. Por isso estamos muito contentes, integraram-se muito bem e é para continuar»
Deixou também um apelo aos adeptos portugueses e falou sobre a campanha Fundação FPF-APAV pelas vítimas de violência doméstica:
«Nós somos melhores com o estádio cheio. Certamente que os nossos adeptos, os portugueses, nos vão apoiar no estádio e, obviamente, vamos querer dar essa vitória a todos eles. (…) Amanhã vamos ter uma camisola no nosso balneário com o número 56, que representa as 56 mulheres que perderam a vida por violência doméstica em Portugal desde a nossa ida ao Mundial. É um número triste, é um número preocupante e é um número, diria eu, muito assustador. E, obviamente, nós amanhã vamos entrar em campo por Portugal, mas também por elas»

