Gonçalo Ramos analisou o desfecho do Portugal x RD Congo. Seleção Nacional empatou o seu primeiro jogo do Mundial 2026.
Gonçalo Ramos reagiu ao empate de Portugal frente à RD Congo, jogo que marcou a estreia de ambas as seleções no Mundial 2026. A partida realizou-se esta quarta-feira, dia 17 de junho, e foi referente à primeira jornada. O português abordou o facto de Portugal não ter conseguido a vitória.
«A verdade é que começámos bem o jogo, marcámos o golo muito cedo, mas acho que acabámos por, de certa forma, relaxar e não procurar o segundo e o terceiro golo como deveríamos ter feito. A verdade é que também jogámos contra uma boa equipa, mas isso não serve como desculpa. Sabemos que numa competição como esta não podemos relaxar, não podemos acomodar-nos com o resultado de um golo ou mesmo até de dois. Com a qualidade que nós temos, temos que procurar marcar dois, três golos, ter uma vantagem verdadeiramente confortável e só a partir daí tentar gerir o jogo, porque uma vantagem de um golo nunca é confortável. E ainda mais numa competição destas, em que todas as equipas podem fazer mossa e, em qualquer jogada, bola parada ou ressalto, pode surgir um golo da equipa adversária».
Sobre o que é que Roberto Martínez lhe pediu, Gonçalo Ramos clarificou:
«Pediu-me acima de tudo para jogar atrás do Cris [Cristiano Ronaldo] e ajudar também a defender no meio-campo. Mas, na parte final, o jogo não estava propriamente à nossa imagem, estava um jogo mais partido. Não é o tipo de jogo que nós queremos jogar porque ficamos mais expostos; é o tipo de jogo que, se calhar, interessa mais às outras equipas porque conseguem ferir-nos em qualquer jogada, em qualquer momento. Nós queremos um jogo em que tenhamos o controlo total, e na parte final já não era um jogo benéfico. Isso também acabou por nos tirar um bocadinho do jogo. Mesmo a mim, que entrei, não tive as oportunidades que queria».
Ao falar do empate e de não conseguir vencer no primeiro encontro, Gonçalo Ramos realçou a história:
«É um começo, não como gostaríamos, mas nós estamos cá. A competição é longa e, normalmente, quem ganha não começa bem, e vamos acreditar nisso».
«Isso já é uma questão mais para o nosso míster. Claro que nós estamos preparados para qualquer formação: para jogar juntos, para jogar só um, para jogar só outro. Nós estamos cá para nos ajudar e para ajudar Portugal, e isso é o mais importante».

