Hugo Oliveira destaca identidade do Famalicão antes de receber o Benfica: «Somos das equipas que menos se adapta aos adversários»

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Esta sexta-feira, Hugo Oliveira realizou a antevisão ao embate entre Famalicão e Benfica, num jogo relativo à 32.ª jornada da Primeira Liga.

O Famalicão recebe o Benfica às 18h do próximo sábado, num encontro da 32.ª jornada da Primeira Liga. Na antevisão à partida, Hugo Oliveira começou por falar sobre a postura que a sua equipa vai assumir frente aos encarnados:

«A nossa forma de estar é jogar sempre para ganhar, este não é diferente, é jogo da Liga. Se essa é a nossa forma de estar e o nosso objetivo, este é mais um jogo em que vamos entrar dessa maneira. Jogo difícil, encontramos um adversário fortíssimo, quiçá no melhor momento da época, próximo dos objetivos, que sabe que todos os pontos vão ser fundamentais, mas nós também queremos desfrutar de cada momento. Vamos olhar para este jogo como mais uma grande oportunidade para mostrar quem somos, como vivemos, o nosso futebol, os nossos jogadores, o nosso clube. Estes jogos dão margem para isso. Jogamos por momentos e memórias e esta é uma grande oportunidade para desfrutar».

Relativamente aos lugares europeus, o técnico não escondeu a vontade do clube:

«O que é inevitável é querermos ser nós próprios. Passamos a mensagem de viver à nossa maneira e inevitável é vivermos para termos dois olhos no Benfica, a mente no jogo e o coração na nossa maneira de viver. Olhamos para todos os jogos como oportunidade de mostrar, de lutar pelo desafio. Uma das maiores vitórias que temos é o facto de sentirmos que os adeptos, quando vai começar jogo do Famalicão, não dão um resultado de borla. Não assinam empate em jogo nenhum. Obviamente há jogos mais difíceis, outros mais fáceis, este é dos mais difíceis. Estamos próximos do final estamos mais maduros, estamos a lutar pela forma de estar e estarmos melhor classificados. Acredito que a tabela será justa. De resto, é a ambição que nos norteia. Ambição de sermos melhores, de nos mostrarmos, de nos afirmarmos. Jogadores jovens que querem afirmar-se, um treinador jovem que quer aprender e ser melhor. É uma grande oportunidade, com casa cheia, o que mostra o momento que estamos a viver. Temos que estar felizes por chegarmos ao final e estarmos dentro de uma luta positiva, uma luta que é feliz, que vai deixar saudades».

De seguida, refletiu sobre o facto de os jogos contra os clubes no pódio terem todos sido decididos nos minutos finais:

«É a prova de que jogamos sempre com ADN de vitória e a discutir o resultado, quer seja em casa ou fora. É quem nós somos. Depois, se o resultado cai para nós ou não, nem sempre é justo, mas lutar por aquilo que acreditamos e queremos está intrínseco. Lutamos sempre por ganhar o jogo, obviamente quando não se consegue três pontos quer ganhar-se um. Tivemos pontos com o FC Porto e com o Sp. Braga fora, merecíamos os três pontos em ambos, na minha opinião mais até com o FC Porto. Tivemos um ponto, saímos com a consciência de que lutámos pelos três pontos. Isso empurra-nos para vivermos assim e chegarmos ao final e sabermos que não nos traímos, que lutámos pelos três pontos, que temos uma equipa que não se verga aos nomes, aos emblemas, à posição na tabela e que vive por ela própria. Não são momentos isolados que dizem o que foi toda esta época, é a continuidade. Numa sociedade que vive muito o momento, temos sido muito contínuos. Para mim e para todos, é a maior satisfação. Aconteça o que acontecer, vamos chegar ao final muito orgulhosos».

De volta ao jogo contra o Benfica, Hugo Oliveira reforçou a importância do esforço coletivo:

«Ser extremamente coletivo, um Famalicão que pense em si só. Um projeto transversal desde o proprietário até ao mais comum trabalhador, todos são importantes. Não há o jogador A ou B, posição X ou Y que vão decidir o jogo. Este não é o projeto do treinador, do presidente, do talento, é um projeto de um coletivo forte, que vive a acreditar nesta força, mas que depois tem A ou B ou C, que dão qualidade individual ao coletivo, C e D que dão ideias ao coletivo. Chegaremos a este jogo com essa ideia de coletivo. É a única maneira de combater clubes grandes que têm força, talento individual que está dentro, no banco, que vai ficar no Seixal. A forma de combater tudo isso é através da força coletiva».

O técnico destacou o Famalicão como «uma das equipas mais aborrecidas do campeonato», explicando a importância dos princípios instalados na equipa:

«Somos uma das equipas mais aborrecidas do campeonato. Mantemo-nos muito fiéis à forma de estar, ideias, caminhos. Somos das equipas que menos se adapta aos adversários. Respeito a estratégia, temos algumas, mas somos um grupo forte, com princípios fortes e rigorosos. Se os mantivermos vamos estar mais perto de os conseguirmos. Quando estamos em momentos que não estão a correr bem, agarramo-nos e são eles que nos sustentam. Não vamos chegar ao final da Liga e sermos diferentes. Temos de ser iguais a nós próprios. Jogar com o Benfica de um super treinador e ser coletivos, humildes e com a força da nossa gente».

Por fim, falou sobre a evolução da maturidade do plantel:

«É em desenvolvimento. Se o trabalho estiver a ser feito de forma positiva, os passos são de forma crescente. Quanto mais próximos estamos do fim da época, estamos melhores. As ideias estão mais na pele e no coletivo. Estamos mais maduros. Temos jogado jogos difíceis em que temos de manejar resultados, temos de saber lidar com lesões, castigos. Estamos num bom momento, os resultados são prova disso, mas também as performances. Para mim, treinador, o que sublinho mais dos últimos tempos é essa maturidade de um jovem plantel, de um 11 com muita gente jovem, perante jogos difíceis. A resposta tem sido madura e não se têm traído em momentos de dificuldade. Estarem ligados a estes momentos fortes é de tirar o chapéu. Que não lhes fique só para este ano, para este projeto Famalicão, que siga com eles para a carreira»

Richard Ríos Benfica Mathias de Amorim Famalicão
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

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