João Aroso foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O técnico destacou o papel de José Mourinho.
João Aroso, treinador adjunto da Coreia do Sul, foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O técnico falou em referências e destacou o papel de José Mourinho.
«Falando do treino, em primeiro lugar é imperioso falar de José Mourinho. Quando comecei, coincidiu com ele. Também fazer uma referência a Carlos Queiroz. Quando comecei, era mais Carlos Queiroz. Isto no meu início mesmo. José Mourinho tem um contributo enorme para aquilo que é o desenvolvimento da qualidade do treino no futebol, o desenvolvimento da forma como se olha para o jogo, o desenvolvimento da qualidade do jogo… não falo somente em Portugal. O impacto dele foi transversal e que se estendeu a muitos países. Ele ter estado em várias ligas, nas mais importantes, ajudou. A evolução começou logo aí, foi uma evolução muito clara. Há um antes e depois de José Mourinho. Há outros nomes. O Guardiola tem um impacto muito grande. Ele aparece em 2008 e como treinador principal do Barcelona, onde introduz uma marca fortíssima. É evidente que já havia Rinus Michels antes, eu sei. Mas dentro daquilo que eu já conseguia acompanhar, acho que estes dois treinadores foram marcantes no desenvolvimento do treino e do jogo. A partir daí foi um beber da parte de muitos treinadores, com outras influências. Estes dois foram marcantes. Hoje em dia, cada vez mais, olha-se para o treino em função (ainda que não seja de agora) de como queremos jogar. Olhamos cada vez mais assim para isto. Quanto mais nós conseguirmos reproduzir no treino a forma como queremos jogar, naquilo que é de facto a parte fundamental do treino, mais nós estaremos a treinar com qualidade e a ser efetivos naquilo que fazemos, na minha opinião. Existe também uma intervenção do sports science, nomeadamente no âmbito da prevenção de lesão, da potenciação, que, desde que não haja inversão de prioridades, desde que seja muito claro que a prioridade tem que ser pensar no treinar futebol, no preparar a equipa para jogar o jogo que nós queremos e preparar o jogador, mesmo com trabalho individual do ponto de vista técnico-tático para melhorar as suas capacidades, para jogar, para desempenhar a sua função dentro do jogo que nós queremos jogar, desde que esteja estabelecido que a prioridade é essa, passa a existir um espaço importante de auxílio, desde que não induza um ruído, mas traga uma informação relevante, são obviamente bem vindos e acrescentam ao que é a preparação de uma equipa», explicou
Lê toda a entrevista de João Aroso.

