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João Gabriel aborda castigo a Gianluca Prestianni e critica Joaquim Evangelista e Luisão: «Fraco carácter»

Lucas Santos · 2 min

Gianluca Prestianni Benfica
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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João Gabriel, ex-diretor de comunicação do Benfica não poupou críticas à UEFA, ao ex-capitão encarnado Luisão e a Joaquim Evangelista.

Através das suas redes sociais, João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, criticou a decisão da UEFA, a postura de Luisão e Joaquim Evangelista. Em causa está a atuação do organismo europeu, que acabou por sancionar Prestianni com base em linguagem considerada homofóbica contra Vinícius Jr. Para João Gabriel, a decisão levanta dúvidas, sobretudo pela forma como foi interpretado o contexto linguístico:

«A UEFA foi «maricona». Decidiu sancionar o jogador com base na utilização da palavra «maricon», classificando-a como linguagem homofóbica. Na gíria sul-americana, o termo não carrega necessariamente uma conotação homofóbica. É frequentemente utilizado para descrever alguém fraco, chorão ou pouco corajoso – um insulto, sim, mas não necessariamente dirigido à orientação sexual. Ignorar este contexto cultural é aplicar um padrão uniforme a realidades linguísticas distintas, o que levanta dúvidas legítimas sobre a justiça da decisão», afirmou.

As críticas estendem-se a Luisão, visado pela reação ao caso. João Gabriel aponta a ausência de um recuo ou esclarecimento em relação às acusações iniciais:

«Da nova reação de Luisão, nem uma palavra para lamentar as acusações de Vinícius que ninguém conseguiu provar – a única coisa que apetece dizer é que espero que as “girafas” compensem o fraco carácter. E, mais do que isso, fica a ideia de que a pressa em acusar foi inversamente proporcional à coragem para assumir o erro».

O antigo diretor de comunicação entende que, perante este caso, seria exigida uma abordagem mais equilibrada e pedagógica por parte de Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos jogadores:

«Evangelista falhou no seu papel. Num contexto que envolve um jogador jovem, seria expectável uma abordagem equilibrada, que combinasse a defesa de princípios com uma dimensão pedagógica. Em vez disso, optou por um tom acusatório desnecessário. Mais grave e mais prejudicial para o futebol português do que qualquer «maricon» atirado no calor de um jogo é o apoio irresponsável a Pedro Proença. Isso, sim, é uma mancha grave que lhe será cobrada a seu tempo», concluiu nas suas redes sociais.

Lucas Santos

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