Numa entrevista ao programa Jogo pelo Jogo, João Palhinha abordou vários temas, incluindo o título nacional pelo Sporting e as experiências com Marco Silva e Jorge Jesus.
João Palhinha concedeu uma entrevista ao programa Jogo pelo Jogo, na qual abordou muitos temas diferentes em retrospetiva da sua carreira. O internacional português começou por destacar o trabalho com Marco Silva no Fulham:
«Foi o treinador que conseguiu puxar mais por mim».
O médio do Tottenham deixou também a sua opinião sobre Ruben Amorim, referindo que o técnico terá mais sucesso na próxima paragem:
«Não tenho dúvidas de que o sucesso que não teve no United terá noutro clube. É um treinador de muita qualidade, muito inteligente, bom comunicador e taticamente muito forte».
De seguida, falou sobre a sua experiência no Sporting, abordando a conquista do título nacional em 2021 e a sua estreia nos treinos da equipa principal:
«O momento mais importante da minha carreira foi o título nacional com o Sporting. (…) Estava destinado a ser campeão aqui. (…) Quando fui treinar com a primeira equipa, aos 17 anos, foi muito especial. Liguei logo ao meu pai (…) Nunca mais me esqueço do orgulho que senti, foi indescritível».
Antes de se estrear oficialmente pelos leões, João Palhinha alinhou pelo Moreirense por empréstimo, algo que recordou com alegria:
«Lembro-me de receber o salário em notas, num envelope, cêntimos incluídos [risos]. No dia seguinte, no hotel onde vivia, ia direto ao banco para depositar o dinheiro».
Lembrou também a derrota frente ao FC Porto no primeiro Clássico em que participou:
«Jorge Jesus disse à imprensa que eu não tinha levado o guião certo. No dia seguinte, falou comigo, tentando pedir desculpa. (…) Foi o meu primeiro Clássico, tinha 21 anos, e tentei desvalorizar a situação».
O português revelou ainda os detalhes por detrás da famosa transferência falhada do Fulham para o Bayern Munique no final do mercado de verão de 2024:
«Não acreditava que, com 28 anos, uma oportunidade destas não se concretizasse e que algo do género pudesse voltar a surgir».
Por fim, destacou que o negócio acabou mesmo por se concretizar, graças ao esforço do técnico Vincent Kompany:
«Disseram na época passada que tinha sido uma escolha do Tuchel e não do Kompany, mas não é verdade. A primeira pessoa que me ligou foi o Kompany. Quando soube que estava na lista de jogadores para se transferirem para o clube, deu o seu aval, pois já me conhecia desde a época em que estava no Burnley».

