José Faria já reagiu ao encontro entre o Belenenses e o Farense, relativo ao playoff de manutenção/promoção da Segunda Liga.
José Faria analisou o encontro entre o Belenenses e o Farense, relativo à segunda-mão do playoff de manutenção/promoção da Segunda Liga. O encontro terminou com um 0-0 e com tudo igual: Farense na Segunda Liga e Belenenses na Liga 3.
«Sabíamos que era uma competição diferente do campeonato. Duas mãos, a eliminar, sabíamos da dimensão e qualidade do Belenenses. Não podemos esquecer que quem trabalha no Farense tem de estar no limite, com garra e determinação. Chegámos no último lugar e gradualmente fomos subindo. Nunca uma equipa tinha descido com 40 pontos. Tiraram-nos duas semanas de férias e tivemos de encaixar este playoff como vida ou morte. Assim o exige o peso histórico do clube».
«Fizemos o suficiente para sermos vencedores na eliminatória. Temos as melhores oportunidades na primeira mão. O Belenenses teve muitos treinadores, posse de bola e jogo associativo, mas em termos efetivos pouco sumo. Tínhamos de ser mais fortes nos duelos, transições e jogo de corredores. Sabíamos o jogo que o Belenenses iria fazer. Até aos 30 minutos dominámos, uma bola ao poste. Grande estádio, campo grande. O São Luís tem uma mística diferente».
«Gostem mais, gostem menos, não imaginava que o Farense conseguisse isto. O Farense vive-se, as pessoas em Faro são do Farense. O senhor de 70 anos que me faz a barba mete-me uma pressão intensa. Vive-se o futebol puro. Nos últimos anos, o clube sofreu e levou porrada. O adepto é emocional e quer ganhar sempre. Na hora da verdade, estiveram lá para nós. Mais de mil adeptos, não só de Faro. No Norte, Lisboa, onde for. Os olhos brilhavam com clubes como o Farense, históricos e ao mais alto nível. Respeito muito os clubes do playoff da Primeira Liga, mas o que vimos aqui. São clubes que têm de estar na primeira, Belenenses e Farense fazem falta».
«Próxima época? O importante é descansarmos e que os adeptos façam uma boa viagem. Depois refletir sobre o que fizemos mais ou menos bom. Projeto enorme. Muitos adeptos da formação, ADN de Farense, o futebol é um negócio, mas temos tanta qualidade em Portugal e na Liga 3. No scouting, tenho muita gente da Liga 3 e revelação. Sou um treinador à Farense, estou nas minhas cinco quintas. O presidente decide se continuo, da minha parte… Falamos de investidores, mas é um adepto do Farense como ninguém vive. Nunca vivenciei isto. Merece muito e todos os adeptos também. Boas férias a todos».

