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José Mourinho ao ataque: «Vão tentar fechar-me a boca. Nós estamos limpos, Se me tivessem contado a história toda, não teria vindo para o Fenerbahçe»

Mário Cagica Oliveira · 2 min

Foto: Fenerbahçe SK

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José Mourinho deixou duras críticas para a equipa de arbitragem, após o triunfo do Fenerbahçe sobre o Trabzonspor por 3-2 na Liga da Turquia.

José Mourinho foi muito duro nas críticas para a equipa de arbitragem, após a vitória do Fenerbahçe frente ao Trabzonspor, na última jornada da Liga da Turquia:

«Homem do jogo? Atilla Karaoglan [árbitro do jogo]. Não o vimos, mas ele foi o árbitro. Ele passou de homem invisível para o homem mais importante do jogo. Acho que falo em nome de todos os adeptos do Fenerbahçe: não o queremos outra vez. Não o queremos no campo e não o queremos no VAR. Disseram-me coisas antes de chegar, eu não acreditei. Ainda foi pior do que aquilo que me disseram. Mas prefiro estar deste lado. É mais difícil porque jogamos contra os nossos adversários, bons jogadores como nosso adversário. Mas jogamos também contra o sistema. Jogámos contra o VAR, contra o sistema. Foi por isso que fomos festejados desta forma depois de termos ganho. Ganhámos contra pessoas muito, muito poderosas. Não vamos desistir, sabemos o que temos. Estou culpo com aqueles do Fenerbahçe que me trouxeram para aqui, não me contaram tudo, contaram-me metade. Se me tivessem contado a história toda, não teria vindo para o Fenerbahçe. Mas nós vamos lutar e vamos lutar contra o sistema».

José Mourinho continuou com as duras críticas contra a arbitragem:

«Se o sistema for forte, as minhas palavras vão desaparecer. Mas talvez a família do Fenerbahçe esteja atenta. Eles nem tentam esconder. O VAR estava a beber café quando Osayi sofreu a falta? Não viram? Depois não viu um penálti claro contra nós. Ou estava a dormir, ou estava a beber um chá. Vamo-nos rir. Se levarmos isto muito a sério… Estou a trabalhar na Turquia, não é o meu país. Mas vocês, turcos, precisam de falar sobre o que se está a passar. Deviam mostrar o que acontece aqui, ano após ano. Depois sou eu que vou estar a ser atacado, vão tentar fechar-me a boca. Nós estamos limpos», rematou.

Mário Cagica Oliveira

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