José Mourinho esteve presente na sala de imprensa do Allianz Stadium, de maneira a realizar a antevisão ao encontro entre a Juventus e o Benfica.
José Mourinho esteve presente no final de tarde desta terça-feira na sala de imprensa do Allianz Stadium, de maneira a fazer a antevisão da partida entre a Juventus e o Benfica, relativa à sétima jornada da Champions League:
«Não falo de jogadores de outros clubes, não vou falar do Rafa. Ele é jogador do Besiktas e esta é a forma de olhar para as coisas. É o mais ético, o melhor para mim, o melhor para o clube. Este jogo é uma final como todas. Olhando para a classificação e para os pontos que são necessários para a qualificação, obviamente necessitamos de pontos, não sei quantos serão. Se o empate fosse suficiente poderia servir de amarras. Não as temos. Sabemos onde jogamos».
O técnico falou de Luciano Spalletti:
«Essas histórias às vezes são mais importantes para as pessoas. Aqui o importante é a Champions League. O Luciano Spalletti disse uma coisa muito bonita, que o Benfica é um pedaço da história. Deixa-nos orgulhoso. Mourinho x Spalletti não interessa. É pública a nossa relação, houve briga a partir do futebol, mas era uma brincadeira. A relação fora do futebol é diferente».
O treinador falou de Bruma:
«A única coisa que vou dizer é que o Bruma começa no banco. O próprio já disse que não está em condições, mas se precisar dele vou contar com ele e com a sua vontade de ajudar. Dou-lhe os parabéns pela recuperação, que foi muito boa. Ele lesionou-se à minha frente e vi logo a dimensão da coisa. Nunca pensei que voltasse à competição em janeiro. Fez um grande trabalho. Tem que fazer o que me prometeu há 15 anos. Ele disse que me levava para uma equipa dele e eu fazia golos. Agora tem a oportunidade».
José Mourinho elogiou o adversário:
«Espero uma equipa com qualidade. As equipas querem ser protagonistas de jogo. Nunca conheci uma equipa do Luciano sem jogadores importantes. Quando voltei na AS Roma, ele estava no Nápoles, agora está na Juventus. Quando o treinador é bom, os jogadores são fortes, somente podemos esperar qualidade. As equipas são organizadas, táticas. É um treinador muito bom».
O treinador falou sobre o ambiente:
«Jogar aqui com o Inter é diferente. O nosso amor vem daí. É fantástico jogar aqui. É um estádio moderno, mas moderno no sentido de estádio de futebol, com um ambiente fortíssimo. Benfica é Benfica. Os jogadores sabem o que é ser jogador de equipa grande. Quem veste a camisola do Benfica sabe que nestes jogos tem que dar a cara. Temos oito jogadores da equipa B no nosso grupo. Significa as dificuldades e as lesões que temos, mas é Benfica. O objetivo é ter esperança de nos qualificarmos no final jogo».
José Mourinho elogiou a qualidade dos treinadores da Serie A:
«A única surpresa de mim é quando um treinador sem história, sem trabalho feito, tenha possibilidade de treinar os melhores clubes do mundo. O Milan contratou o Allegri, a AS Roma o Gasperini. Não é uma surpresa, falamos de grandes técnicos. Surpresa é quando não existe experiência».
O técnico falou sobre a possibilidade de uma equipa portuguesa vencer uma Champions League:
«Eu acho que isto está a acontecer porque o futebol a nível de clubes está relacionado com a situação económica, tem um impacto muito grande. O poder económico está centrado em países que não Portugal. A minha opinião pessoal é que os três grandes clubes portugueses, sem deixar o Braga de fora, podem chegar a finais da Europa League. As últimas finais portuguesas sem ser a de 2004 foram de Europa League. As equipas portuguesas de topo na Europa League são favoritas a chegar às finais. Na Champions League é muito mais complicado. Vês para onde vão os jogadores mais importantes. A última equipa a ganhar uma competição europeia fora de Espanha, Inglaterra, Bayern Munique e o ‘pobre’ PSG foi o Inter Milão, comigo. O Porto, comigo».
José Mourinho admitiu que a vitória é o mais importante:
«Eu quero ganhar, essa é a prioridade. Mas normalmente a forma que te dá mais possibilidade de ganhar é jogar bem. Podemos fazer a questão sobre o que é jogar bem. Isso gera debate, pessoas que nunca se sentaram no banco a comentarem. O fundamental é vencer a partida. Entre vencer e jogar mal, ou perder e jogar bem, prefiro a primeira. Mas não sei o que é ganhar e jogar mal».
O técnico falou sobre o sistema:
«Eu bem sei que houve eleições para a presidência e isso deu descanso. Debate-se tanto que não vale a pena explicar muita coisa. O Benfica já vinha fazendo alguns bons jogos, vinha a jogar bem há muitos jogos, no vosso conceito. Se forem ver os mapas de posicionamento do Sudakov, não variam muito de jogo para jogo. Ele jogou mais como um 10 de referência ou partido da ala esquerda. As zonas de utilização são praticamente as mesmas. Nós procuramos uma identidade conforme os jogadores que temos à nossa disposição».

