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José Mourinho: «Quando o Real Madrid me ligou, não tive dúvidas, queria ir»

Rodrigo Lima · 4 min

José Mourinho apresentação Real Madrid
Foto: Real Madrid

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José Mourinho concedeu uma entrevista onde abordou vários temas, entre eles Bernardo Silva, a contratação de Yan Diomande e o Caso Negreira.

José Mourinho concedeu uma entrevista na reestreia do programa El Chiringuito de Jugones. Na segunda parte da conversa, o técnico português começou por abordar a contratação de Yan Diomande por 125 milhões de euros:

«Não, não pedi ninguém. Chego sem pedir ninguém, analisando bem o plantel e consciente daquilo que gostaria que acontecesse. Mas também tendo em conta algumas coisas que aconteceram na época passada, que vocês, Chiringuito, fazem chegar a Lisboa e, ao minuto, eu sabia o que estava a acontecer e o que não estava. Quis chegar sabendo muitas coisas, mas comportando-me como se não soubesse de nada. Sabia o que queria, mas queria perceber o que o clube pensava. E tivemos uma enorme sintonia naquilo que pensávamos. Vejam os primeiros jogadores que contratámos: Dumfries, Konaté. Com todo o respeito por dois grandes jogadores, não são o perfil que entusiasma as pessoas e faz explodir as redes sociais, mas precisávamos deles. Fomos sempre nessa direção, sem pedir nada, e as coisas foram acontecendo com naturalidade. Dentro dessa situação, o Diomande é um jogador rápido, agressivo e que pode jogar nas duas alas. Não é fácil encontrar um jogador assim. Além disso, é jovem, tem margem de progressão e muitos anos para estar no Real Madrid. Quando surgiu esta possibilidade, não quis analisar se eram 120, 80, 40 ou 20 milhões. Analiso o perfil do jogador e aquilo que pode dar à minha equipa. Nesse sentido, disse: “Sim, quero”. Se são 120 ou 80 milhões, já não é comigo».

José Mourinho destacou ainda a polivalência de Bernardo Silva e abordou o interesse de Atlético Madrid e Barcelona no internacional português:

«Penso que é um jogador do Pep Guardiola, daqueles por quem o Pep se apaixonou. E, para o Pep, apaixonar-se por um jogador significa muito, porque sempre trabalhou com os melhores do mundo. Dá tudo. Espero ter poucos problemas e muita estabilidade. Se tivermos isso, para mim o Bernardo é um jogador de meio-campo, mas pode jogar como número 10, na ala direita, aparecer por dentro… Pode jogar em qualquer posição. Tem uma inteligência específica tremenda e é um jogador que admiro desde sempre. Não tem a ver com o facto de o Atlético ou o Barcelona o quererem. Não é que vamos roubá-lo para deixar o nosso vizinho triste. Era uma convicção minha de que o Bernardo é jogador de nível Real Madrid».

O técnico de 63 anos falou também sobre Arda Güler e a possibilidade de o médio turco alterar a sua posição ao longo da carreira:

«Adoro o Güler. Acho que lhe vai acontecer algo semelhante ao que aconteceu com o Modric ou com o Bernardo Silva: começas numa posição e acabas noutra. Começas como número 10 e acabas como 8 ou 6. Penso que o Arda vai seguir essa direção, com a sua evolução e conhecimento do jogo».

José Mourinho deixou ainda elogios ao Barcelona de Hansi Flick e admitiu que não gostaria de contar com Lamine Yamal no Real Madrid:

«Sim, sim, gosto. Estão a fazer um excelente trabalho. O Flick, o Deco e, obviamente, os jogadores. Gosto».

«Gostaria de ter o Lamine Yamal no Real Madrid? Não. É, sem dúvida, um grande jogador, um jovem com uma margem de progressão incrível. Não é normal, com a idade que tem, ser campeão europeu e do mundo. Mas temos um plantel de topo e não abriria espaço para ninguém. Agora são os meus jogadores. Os meus são os melhores».

O treinador português confessou também que nunca teve dúvidas em rumar ao Real Madrid, depois de receber a chamada de Florentino Pérez:

«Primeiro surgiram os rumores. O normal é haver contacto e depois rumores sobre o contacto, mas neste caso foram primeiro os rumores e depois o contacto. Quando o Real Madrid me ligou, teve o impacto que quero que os jogadores sintam quando o Real Madrid lhes telefona pela primeira vez. Quando o Madrid me ligou, estava feito. Fácil, queria ir. Não tive dúvidas».

Por fim, José Mourinho abordou o Caso Negreira e deixou uma declaração polémica sobre o processo:

«(Risos) O caso Negreira… o caso Negreira está na Justiça… vamos ver o que a Justiça faz. Só lhe digo que, sem saber que se chamava José María Negreira quando estava aqui, eu sentia que havia qualquer coisa. Sentia-se algo estranho, mas não sabia o nome, não sabia quem era. Se era um alien, não sabia… mas era estranho. Alguns anos depois, já se sabe que não era algo normal. Mas a única coisa estranha é a Justiça, é a única coisa que vejo como estranha».

Lê a primeira parte da entrevista de José Mourinho.

Rodrigo Lima

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