José Mourinho responde ao Bola na Rede sobre a titularidade de Sidny Cabral e confessa: «O golo aparece numa situação que temíamos que pudesse acontecer»

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FC Porto venceu o Benfica nos quartos de final da Taça de Portugal. José Mourinho respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

José Mourinho analisou o desaire do Benfica frente ao FC Porto por 1-0, resultado que ditou a eliminação das águias da Taça de Portugal, falhando assim o acesso às meias-finais da competição. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos azuis e brancos.

Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.

Bola na Rede: Optou por lançar no onze inicial o Sidny Cabral e Gianluca Prestianni nas alas e percebeu-se desde cedo uma postura mais agressiva da equipa no processo ofensivo, menos contida do que no primeiro jogo frente ao FC Porto. Pergunto-lhe o que pretendeu acrescentar à equipa com a inclusão destes dois jogadores no mesmo onze e como avalia a exibição, em particular, de Sidney?

José Mourinho: O objetivo foi ter jogadores abertos que limitassem o jogo ofensivo dos laterais do Porto e que, ao mesmo tempo, proporcionassem situações como aquelas que nós conseguimos, algumas pelo Sidney, obviamente a mais flagrante de todas pelo Schjelderup, que depois faz a assistência para o golo. Com as ausências que nós tínhamos, tínhamos de ter bola, tínhamos de ser mais ofensivos, tínhamos de ser mais agressivos. A equipa sem Otamendi, a equipa sem Enzo, com o Rios que já começou limitado e que depois saiu, a equipa perde, obviamente, fisicalidade contra uma equipa que vive da físicalidade. O próprio golo de bola parada, pelas nossas limitações, metemos os jogadores mais altos a defender à zona e os jogadores que estavam em marcação são jogadores de metro e meio a marcar gigantes. Portanto, o golo aparece numa situação que nós temíamos que pudesse acontecer. Depois, controlo absoluto: não se viu jogo ofensivo do adversário, não se viu profundidade, não se viu transições, não se viu oportunidades de golo, não se viu remates à baliza. Por isso é que digo que estou contente com a minha equipa. Se há uns dias atrás eu estava chateado com a minha equipa, hoje estou chateado com o resultado, não com os jogadores. Portanto, obviamente ganhar é o mais importante. Muitas das vezes depende das perspetivas, há pessoas que dizem que ganhar não é o mais importante, e eu continuo a dizer que ganhar é o mais importante, não interessa como. O Porto ganhou, não interessa como, parabéns. E um abraço aos meus jogadores, a quem não tenho nada a apontar, honestamente.

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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